Peru: Santiago Queirolo

Queirolo

Começo essa postagem da mesma maneira que a anterior: depois de um longo período de inatividade volto ao blog para continuar a contar sobre minha viagem ao Peru.

A outra vinícola que visitei no Vale de Ica foi a Santiago Queirolo, bodega que foi fundada pela família Queirolo em 1880, logo após imigrarem da Itália para o Peru em 1877. Em 1906 a bodega passou a produzir vinhos com rótulos próprios, mas foi só a partir de 2000 que a terceira geração da família decidiu por investir na elaboração de vinhos finos, comprando novos vinhedo no Vale de Ica, plantando uvas europeias e modernizando a vinícola.

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Peru: Viña Tacama

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Depois de um longo período de inatividade volto ao blog para continuar a contar sobre minha viagem ao Peru.

A primeira das duas vinícolas que visitei no Vale de Ica foi a Viña Tacama, bodega que diz ter o vinhedo mais antigo da América do Sul, implantado no século XVI, por volta de 1540, com vinhas trazidas pelos espanhóis das Ilhas Canárias. Conta a história que foi a partir dessas vinhas que a cultura se espalhou pelo Chile e depois Argentina. Desde 1920 a bodega possui laços com a viticultura francesa, importando tonéis, máquinas, técnicos e vinhas, sendo a produção até hoje influenciada pelos diferentes consultores franceses contratados pela bodega ao longo dos anos.

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Viagem ao Peru: panorama geral sobre o vinho e enoturismo

Bandeira Peru

Em janeiro deste ano viajei ao Peru e, como estive bem ocupado, passei todo esse tempo sem escrever sobre a viagem. Desde abril que não tenho conseguido dedicar ao blog a atenção que sempre tive e gostaria de continuar tendo. Agora, ao voltar a escrever, decidi priorizar os posts mais longos que eu tinha em fila, exatamente aqueles sobre viagens.

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Interessante: Ocucaje Colección Rubini Crianza Cabernet Sauvignon – Merlot – Malbec 2009

Ocucaje Rubini CBMM

O último dos vinhos que comprei na viagem que eu e Patrícia fizemos ao Peru no ano passado.

Fiz um suspense sobre o vinho e levei para beber com o Cesar e o Rogerio da Mondovino. Eles provaram as cegas e foram tentando descobrir do que se tratava. Dei algumas dicas, falei que era um vinho exótico, proveniente de um país diferente e que se tratava de um corte de uvas.

Com relação a safra, como já na taça o vinho demonstrou certa evolução, o Rogerio estimou 2007 ou 2008, o Cesar, que bebeu antes de chutar a safra, sentiu os taninos e arriscou 2010, ambos erraram era 2009. Foi quase, mas também não era fácil.

Em relação a região produtora, o Cesar situou o vinho no novo mundo e na América do Sul, achando ele semelhante aos do Vale do Elqui (principalmente Shiraz), a região produtora mais ao norte do Chile, perto da fronteira com o Peru. Como eu já tinha falado que o vinho era de um país exótico, ele chutou certo que o vinho era do Peru. Impressionante, achei que eles não fossem chegar nem perto de acertar nada!

Acertar a (s) uva (s) também não era fácil, o corte então… Mas eu estraguei tudo e revelei a garrafa logo após o Cesar acertar o país.

Sobre o vinho, cabe falar que ele é produzido na região de Ica no Peru, a qual é muito tradicional na produção de uvas, principalmente utilizadas na elaboração da bebida nacional do país, o destilado pisco. O Peru foi o primeiro centro viticultor da América do Sul, liderando a produção de vinhos no continente durante os séculos XVI e XVII. Situada no Vale de Ocucaje, a vinícola de mesmo nome (Viña Ocucaje) foi fundada em 1898 e possuía em torno de 1.620 hectares, dos quais 420 estavam plantados com uvas viníferas, isso até 1970, ano no qual  a vinícola teve grande parte de suas terras expropriadas pela reforma agrária.  Apesar do ocorrido, a produção de vinhos e piscos continuou, por meio do que restou de vinhedos e da compra de uvas produzidas por agricultores locais.

Interessante mencionar também que o Vale de Ocucaje localiza-se em meio a um deserto, cujas terras já foram submersas pelo mar em tempos pré-históricos e onde são encontrados alguns dos fósseis mais bem conservados no mundo.

Na taça já demonstrou uma certa evolução, a coloração rubi apresentava reflexos alaranjados. O vinho se apresentou límpido, transparente e com um belo brilho.

Aromas de certa complexidade, agradáveis, de boa intensidade e demonstrando alguma evolução. Notas de frutas frescas (amora), secas (ameixa em ambos os casos), pimenta e cedro.

Na boca possuía boa presença, encorpado (mas não muito), taninos firmes e bem macios. Acidez adequada, álcool bem integrado, boa intensidade e persistência, resultando num vinho bastante equilibrado e agradável. Na boca repete as notas frutadas e de pimenta, aportando café.

Vinho interessante e muito bom, pelo que me lembro, o melhor dentre os que eu trouxe do Peru.

Procurei em lojas virtuais vinhos peruanos a venda no Brasil, entrei no site de algumas importadoras e não encontrei nada. Acredito muitíssimo que os vinhos de lá não chegam por nossas terras. Uma pena, dentre os que eu trouxe, todos eram interessantes, alguns bem diferentes e, importante dizer, baratos, tendo em vista que não paguei mais de 20 – 25 dólares em uma garrafa de vinho.

Fica a dica, se esbarrar com um vinho peruano, não deixe de provar!

Resumo do vinho:

Nome: Ocucaje Colección Rubini Crianza Cabernet Sauvignon – Merlot – Malbec

Vinícola: Ocucaje

Região: Valle de Ica, Peru

Teor alcoólico: 14%

Safra: 2009

Uva: Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec

Preço: não lembro

Comprado em (mês/ano):  Em viagem ao Peru (08/12)

Importador: não vem para o Brasil

Bebido com (data): Alexandre, Cesar e Rogério (22/04/2013)

Nota: 89/100.