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Golden Rio Wines of Chile – 2016

Wines of chile

Depois de longos meses afastado, volto a escrever no blog. Meu plano é publicar pelo menos uma postagem por semana, sempre na sexta feira, onde estarei falando sobre o vinho mais interessante que provei no intervalo de sete dias entre um post e outro. E já volto saindo do plano, postando em uma segunda feira e abordando um assunto diferente!

Precisamente há duas semanas atrás, dia 26 de setembro de 2016, fui ao Copacabana Palace para participar do evento Golden Rio da Wines of Chile, organizado pela CH2A Comunicação. O evento contou com a masterclass “Vinhos Medalistas do Chile”, seguida de degustação onde estavam presentes 13 vinícolas chilenas.

Provei bastante coisa boa durante a degustação, mas acredito que os maiores destaques estavam entre os vinhos da masterclass, onde me surpreendi com as diferenças de estilos. Essa degustação me convenceu que tem muito produtor no Chile fugindo daquele padrão concentração/ fruta / madeira, que torna os vinhos semelhantes entre si e enjoativos. Quando o assunto é vinho, a mente tem que estar sempre aberta!

Foram 11 vinhos provados na masterclass, um rosé, um branco e nove tintos, os quais comento a seguir (na ordem em que foram provados):

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Maquis Rosé 2016: um rosé elaborado com as variedades Malbec (85%) e Cabernet Franc (15%) no Vale do Colchagua. Apresentou cor rosa pálido, bem mais claro que os rosés comumente encontrados na América do Sul. O nariz era intenso, floral, mineral e cítrico, com um toque vegetal lembrando maracujá e salsão. Na boca era bem leve e refrescante, com gostosa acidez e mineralidade. Bem equilibrado, era fácil de beber e ficaria perfeito em um dia quente. Primeira boa surpresa da prova!

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Concha y Toro Amelia Chardonnay 2015: um clássico chileno, o Chardonnay de topo de gama da Concha y Toro é produzido com uvas do Vale de Casablanca que fermentam e permanecem por 8 meses em barricas de carvalho francês. Na taça apresentou forte cor amarelo palha. Os aromas eram complexos, ainda muito dominados pela madeira, lembravam abacaxi, pêssego, jasmim, avelã e baunilha. Na boca era bem encorpado, tinha forte acidez, mineralidade e untuosidade. Mostrou grande potencial, mas ainda estava muito novo, pesado e amadeirado. Precisa de mais tempo em garrafa para equilibrar.

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Montes Twin Red Blend 2015: um complicado corte de Cabernet Sauvignon (35%), Syrah (30%), Carménère (25%) e Tempranillo (10%) do vale de Colchagua. Na taça tinha cor vermelho rubi. Aromas tostados e frutados, lembrando também café e algo vegetal. Na boca tinha corpo de leve a médio, boa acidez e taninos finos. Macio e fácil de beber, mas sem muita graça.

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Pérez Cruz Cabernet Franc 2013: esse era do vale de Maipo, um Cabernet Franc (92%) temperado com um pouco de Carménère (5%) e Petit Verdot (3%). Na taça demonstrou cor rubi escuro. No nariz era agradável, elegante e tinha certa complexidade, com forte mentolado, amoras, pimenta preta e algo de terra. Na boca mantinha a elegância do nariz, era macio e intenso, com boa acidez, taninos finos de boa presença e ótimo equilíbrio. Muito bom! Vinho gostoso e macio, pronto para beber!

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Apaltagua Limited Edition Carignan 2013: o único representante do vale do Maule na prova era um Carignan (85%) cortado com um pouquinho de Syrah (12%) e Pinot Noir (3%), envelhecido de 12 a 14 meses em carvalho francês. Tinha cor vermelho violáceo. No nariz era complexo lembrando amora, baunilha, tostado, pimenta preta e terra. Na boca era encorpado, envolvente, com taninos firmes e ótima acidez. Vinho muito bom, mas ainda novo, em minha opinião, esse é para esquecer na adega.

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La Ronciere Solares 2011: um corte do Colchagua com Carménère (40%), Cabernet Sauvignon (30%) e Syrah (30%), envelhecido por 18 meses em barricas de carvalho francês. Tinha cor vermelho rubi. Nariz com certa evolução e complexidade, lembrando amora, chocolate, tabaco e algo vegetal. Na boca também mostrava evolução, tinha médio corpo, taninos macios e boa acidez. Um vinho diferente e interessante! Com certa evolução, estava pronto para beber, ao mesmo tempo que tinha estrutura para continuar envelhecendo.

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Viña la Junta Escalera 2010: diferente corte de Carménère (35%), Syrah (25%), Cabernet Sauvignon (20%) e Petit Verdot (20%) do vale de Curicó. Apresentou cor vermelho violáceo, apesar da idade. Aromas ainda fechados, lembrando amora, ameixa, chocolate e tostado. Na boca também se mostrou fechado, encorpado, boa acidez e taninos bem firmes e presentes. Apesar de ter mais de 6 anos, me pareceu novo, desequilibrado, muito tânico, acredito que possa amaciar com mais tempo de guarda.

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Casa Silva Gran Terroir Cabernet Sauvignon Los Lingues 2014: varietal de Cabernet Sauvignon do vale de Colchagua, com envelhecimento de 75% do vinho em carvalho francês por 11 meses os 25% restantes em inox. Apresentou cor vermelho violáceo. Nariz intenso e de certa complexidade, lembrando amora, goiaba (vegetal), baunilha, ervas frescas e noz moscada. Na boca era macio e potente, encorpado, com forte acidez e taninos finos. Clássico Cabernet chileno! Jovem, com maciez e potência, já está agradável, mas pode se beneficiar de uns anos em garrafa.

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Encierra Reserve 2012: mais um corte, dessa vez a base de Cabernet Sauvignon (72%), com Syrah (15%), Carménère (10%) e Petit Verdot (3%), envelhecido por 12 meses em barris de carvalho francês e de vinhedos no Colchagua. Na taça, cor vermelho rubi escuro. Nariz complexo lembrando ameixa (seca e fresca), terra, pimenta preta e chocolate. Na boca era potente, encorpado, com boa acidez e taninos firmes. Um vinho com estrutura, apesar de já ter 4 anos e demonstrar certa evolução, em minha opinião, é para guardar.

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Viña Carmen Winemaker’s Red 2013: mais um blend a base de Cabernet Sauvignon (85%), esse do vale do Maipo, sendo que completam o corte a Petite Sirah (10%) e a Petit Verdot (5%). Na taça apresentava cor vermelho violáceo. O nariz era complexo lembrando amora, pimenta preta, noz moscada, defumado e agradável toque vegetal (eucalipto e goiaba). Na boca era potente, encorpado, com forte acidez e taninos firmes bem presentes. Achei ainda um pouco duro, em minha opinião, para guardar.

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Santa Rita Casa Real Cabernet Sauvignon 2011: um Cabernet Sauvignon de vinhas velhas no vale do Maipo. Envelheceu por 15 meses em barris de carvalho francês. Na taça demonstrava cor vermelho violáceo. O nariz era intenso e complexo lembrando amora, ameixa, chocolate, pimenta preta, terra e menta. Na boca era potente ao mesmo tempo que extremamente macio, intenso, encorpado, com gostosa acidez e taninos firmes de grande presença. Um vinho ainda jovem, mas bem macio e equilibrado, para beber agora e curtir sua potência ou guardar e bebê-lo mais macio.

Gostaria de agradecer a CH2A Comunicação e Wines of Chile pelo convite e parabenizá-los pela organização do evento!

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Dados do evento:

Nome: Golden Rio Wines of Chile

Local: Copacabana Palace, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Organização: CH2A Comunicação e Wines of Chile

Data (horário): 26/09/16 (das 14:00 às 19:00 horas)

Com quem: Patrícia

Preço: evento apenas para convidados.

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