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Chianti: Barone Ricasoli

Ricasoli

A Barone Ricasoli é considerada a mais antiga vinícola na Itália e a segunda mais antiga do mundo. Desde o ano de 1141, quando o Castello di Brolio passou para o controle da família Ricasoli, a propriedade está relacionada com o vinho. E no controle do castelo e da vinícola a mesma família (Ricasoli) permanece até hoje, tendo resistido aos conflitos entre Florença e Siena na idade média, à peste negra no século XIV, ao domínio dos Medicis dos séculos XV ao XVIII e às duas grandes guerras do último século.

Castello di Brolio

Castello di Brolio

A propriedade é a maior da região de Chianti Classico, com 1.200 hectares (ha) nas comunas de Gaiole in Chianti e Castelnuovo Berardenga, dos quais 230 ha são ocupados por vinhedos e 26 ha de oliveiras. A rica paisagem é composta por vales, montanhas, florestas de carvalhos, pinheiros e castanheiras.

Os Ricasoli também tem grande importância na história do vinho Chianti, já que sua primeira fórmula foi escrita em 1872 pelo Barão Betino Ricasoli, grande empreendedor do ramo vinícola, que pesquisou durante anos a composição ideal para que o Chianti se tornasse um vinho de alta qualidade, capaz de competir com os melhores que existiam na época. Além disso o “barão de ferro”, como era conhecido, foi responsável por divulgar o  Chianti e estimular a modernização dos métodos de cultivo e produção dos vinhos na região.

Jardins do castelo e vinhedos ao fundo

Jardins do castelo e vinhedos ao fundo

Desde 1993 a vinícola é administrada por Francesco Ricasoli que replantou e reformulou os vinhedos de toda a propriedade, acrescentando variedades francesas, plantando videiras em maior densidade, selecionando os melhores clones da uva Sangioveses e as áreas mais adequadas para o plantio de cada variedade de uva. Francesco também reformulou os vinhos, modernizado a vinícola, reformulando rótulos e os métodos de elaboração dos vinhos.

O castelo e a vinícola ficam abertos a visitação a maior parte do ano, das 10:00 às 17:00 horas. Por um valor de 10 euros por pessoa é possível visitar o castelo e provar 3 vinhos no wine shop. Caso deseje provar mais que 3 vinhos, há um valor diferenciado para a prova de cada um deles, o qual pode ser abatido caso algum vinho seja comprado. No Brasil, os vinhos da Barone Ricasoli são importados pela Inovini.

Vista do castelo para a vinícola e os vinhedos

Vista do castelo para a vinícola e os vinhedos

Na vinícola provamos seis vinhos, foram eles:

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Barone Ricasoli Torricella 2012: único branco seco produzido pela vinícola é um corte de Chardonnay com Sauvignon Blanc que não passa por madeira. Na taça apresentou bela cor amarelo palha, com aromas discretos que sugeriam abacaxi, frutas cítricas e leve amendoado, embora o vinho não passe por madeira. Na boca era encorpado e refrescante, graças à sua boa acidez. Apresentou gostosa mineralidade e boa persistência.

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Barone Ricasoli Castello di Brolio Chianti Classico 2010: o vinho mais emblemático da vinícola, é um Chianti Classico elaborado a partir de corte de uvas, que varia de acordo com a safra, Sangiovese e cepas francesas. Neste ano de 2010 foi elaborado com 80% de Sangiovese, 15% de Merlot e 5% Cabernet Sauvignon. Estagiou por 18 meses em barris e tonéis de carvalho. Apresentou cor vermelho rubi e aromas complexos, lembrando cereja, framboesa, defumado e algo vegetal. Na boca era um Chianti com bastante potência, encorpado, com forte acidez e taninos macios de boa presença, tudo muito bem equilibrado. Persistência muito boa. Bom potencial de guarda.

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Barone Ricasoli Colledilà 2010: Colledilà é o nome do vinhedo (cru), propriedade secular do Castello di Brolio, que gera esse varietal elaborado a partir dos melhores clones de Sangiovese já desenvolvidos pela Barone Ricasoli. Estagiou por 18 meses em barris e tonéis de carvalho. Na taça era vermelho rubi. Os aromas complexos tendiam a algo adocicado e eram elegantes, sugerindo cereja, framboesa, algo floral e café. Na boca mantinha a elegância do nariz, era bem equilibrado, encorpado, com ótima acidez, taninos bem presentes e agradáveis. Um Sangiovese varietal de perfil mais macio e elegante, belo vinho. Embora já seja bem agradável de beber, acredito que deva envelhecer muito bem em garrafa.

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Barone Ricasoli Casalferro 2010: curioso varietal de Merlot de vinhedo único, localizado dentro da região de Chianti Classico e que estagiou por 18 meses em barris e tonéis de carvalho. Apresentou cor vermelho rubi claro e transparente. Os aromas eram complexos, lembrando ameixa, tabaco, chocolate e leve vegetal. Na boca, embora fosse bastante estruturado, também era muito macio e agradável, encorpado, com boa acidez e taninos finos. Muito equilibrado e persistente. Bem interessante esse varietal de Merlot toscano. Para esse vinho eu afirmo, bom potencial de guarda (leiam as impressões do vinho seguinte).

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Barone Ricasoli Casalferro 2001: nessa safra o Casalferro era elaborado com corte entre Sangiovese e Mertlot, no qual predominava a primeira. As uvas vinham do vinhedo de mesmo nome (Casalferro), que possui solo e micro ambiente muito adequado a viticultura. O vinho estagiou por 18 meses em barris de carvalho francês. Na taça apresentou cor vermelho rubi claro, com evidente halo grená. No nariz era complexo e evoluído, lembrando amora, noz moscada, geleia, couro e folha seca. Na boca, devido ao tempo de guarda, estava incrivelmente macio e equilibrado. Ainda tinha bom corpo, deliciosa acidez e taninos muito macios. Persistência longa. Sem muito o que dizer, incrível!

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Barone Ricasoli Vin Santo del Chianti Classico 2006: como manda a tradição, a Barone Ricasoli também elabora seu Vin Santo. Produzido com a tradicional uva Malvasia del Chianti e um pouco de Sangiovese, fermenta e estagia por quatro a cinco anos em pequenos barris (caratelli) de carvalho. No visual era denso e tinha cor amarelo ouro. No nariz era complexo, lembrando damasco, mel, caramelo e interessante nota vegetal. Na boca doçura e acidez se encontravam em perfeito equilíbrio, a primeira mais moderada e a segunda forte e agradável, mantendo bom frescor em um vinho doce e encorpado.

Oliveiras, vinhedos e a paisagem

Oliveiras, vinhedos e a paisagem

Um lugar muito bonito, rico em história e que, como se não bastasse, produz ótimos vinhos. Imperdível a visita ao Castello di Brolio e posterior degustação dos vinhos da Barone Ricasoli.

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Resumo da visita:

Vinícola: Barone Ricasoli

Localização: Castello di Brolio, Gaiole in Chianti

Data da visita: 09/08/2014

Com quem: Patrícia

Preço da degustação: 10 euros davam direito a visitar o castelo e degustação de 3 vinhos.

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