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Vinhos de Valpolicella: dicas da #CBE de setembro de 2014

Secagem de uvas para Recioto / Amarone

Secagem de uvas para Recioto / Amarone

Mais uma vez reúno aqui no blog todos os posts que os colegas blogueiros enviaram para a Confraria Brasileira de Enoblogs (CBE), a única confraria digital do Brasil! Estou recuperando meu atraso em relação às compilações da CBE, essa aqui corresponde ao tema do mês de setembro de 2014. A CBE funciona assim, todo mês um dos confrade propõe um tema e todos tem que escolher um vinho dentro dessa temática, bebê-lo, comentá-lo em seu blog e dividir suas impressões com os demais confrades virtuais, promovendo a interação entre blogs de vinho de todo o Brasil. As postagens ocorrem todo dia 1º de cada mês e geralmente a galera capricha na escolha dos vinhos, surgindo boas dicas dentro dos temas. Por essa razão é que todo mês estou compilando aqui no blog todos os posts enviados para a CBE.

O tema da CBE do mês de setembro de 2014 foi sugerido pelo colega Alexandre Takei do blog Notas Etílicas que nos desafiou a provar um vinho da região de Valpolicella, valendo tudo, Classico, Ripasso, Amarone e por aí vai.

Valpolicella é a mais famosa e importante área produtora de vinhos da região italiana do Vêneto e também uma das mais famosas e prestigiadas da Itália. As principais uvas cultivadas na região são tintas, sendo elas Corvina, Molinara e Rondinella, as quais dão origens a vinhos muito diferentes entre si, variando do estilo leve e descomplicado dos Valpolicella ao complexo e estruturado Amarone. Para melhor explicar os principais vinhos da região, listo eles abaixo:

Valpolicella: compreende uma extensa área que engloba todas as outras denominações abaixo. Vinhos provenientes da DOC Valpolicella tendem a ser tintos leves, frutados e fáceis de beber. Os vinhos podem levar a menção Superiore, indicando que possuem teor alcoólico maior que 12% e pelo menos um ano de envelhecimento, esses vinhos tendem a ter melhor qualidade e em alguns casos mais estrutura e complexidade.

Valpolicella Classico: são os vinhos elaborados na área originalmente demarcada como Valpolicella, até o ano de 1968, quando foi reconhecida a DOC Valpolicella e a área de cultivo expandida drasticamente. A região denominada como Valpolicella Classico é reputada por gerar um vinho de melhor qualidade em relação a ampla região de Valpolicella, o que ocorre principalmente devido a melhores condições de clima e solo para o cultivo de vinhedos. Os Valpolicella Classico são, em geral, tintos leves, frutados e fáceis de beber, com bom frescor devido a alta acidez, podendo gerar também tintos de mais complexidade e estrutura. Assim como o Valpolicella padrão pode levar a menção Superiore, quando com o teor alcoólico maior que 12% e envelhecido pelo menos por um ano.

Valpolicella Ripasso: devido ao estilo leve e simples dos vinhos de Valpolicella, durante anos foram desenvolvidas técnicas visando aumentar a estrutura e a complexidade dos vinhos da região, como secagem (passificação) das uvas, usada para o Recioto e Amarone, e o método de Ripasso. A passificação das uvas antes da fermentação visa concentrar açúcar, aromas e sabores para produzir um vinho mais complexo e estruturado. O Ripasso consiste em misturar o vinho Valpolicella produzido a partir de uvas normais com as borras (cascas das uvas) resultantes da produção de Amarone ou Recioto, que utiliza uvas passificadas. O resultado é um vinho de maior estrutura, longevidade e complexidade que o Valpolicella e, em geral, menos concentrado que o Amarone ou Recioto.

Amarone della Valpolicella: o mais prestigiado vinho da região, reconhecido e apreciado mundialmente. É produzido a partir de uvas ressecadas (passificadas) por tempo que varia de três semanas a quatro meses de acordo com as experiências e técnicas desenvolvidas ao longo dos anos por cada produtor. O resultado da fermentação das uvas secas e com alto teor de açúcar gera um vinho de elevado teor alcoólico, que deve ser envelhecido em madeira (tonéis de carvalho esloveno ou barricas de carvalho francês) por pelo menos dois anos antes de seu lançamento, resultando em vinhos de muito volume, estrutura, longevidade e complexidade. Os Amarones podem ser produzidos a partir de uvas de toda região de Valpolicella, sendo que os de melhor qualidade, em geral, são produzidos a partir de vinhedos localizados na área demarcada como Valpolicella Classico, levando a menção de  Amarone della Valpolicella Classico (OBS: o mesmo serve para o Recioto).

Recioto della Valpolicella: é um vinho tinto doce, escuro, bem aromático e encorpado, elaborado a partir do mesmo processo que o Amarone, utilizando uvas passificadas de Valpolicella. Para o Recioto em geral as uvas são secas por mais tempo (de três a seis meses) do que aquelas utilizadas na elaboração do Amarone. Além disso, durante o processo de produção, a fermentação deve ser interrompida quando os teores de açúcar e álcool estiverem balanceados, atingindo o nível necessário para garantir a estrutura típica desse vinho.

A galera participou em massa nesse tema do mês de setembro, vale a pena ler o que os confrades escreveram (na ordem de safra e depois alfabética):

Amarone della Valpolicella Giuseppe Campagnola 2007, por Alessandra Esteves do blog Dama do Vinho;

Cesari Recioto della Valpolicella Classico 2007, por Felipe Silva do blog Bebado Vinho;

Amarone della Valpolicella Valpantena Bertani 2008, por Eduardo Araújo do blog Vinho Todos os Dias;

Monte Faustino Amarone della Valpolicella 2008, por Victor Marçal do blog Vinhos Populares;

Le Salette Amarone della Valpolicella Classico 2009, por Jane Prado do blog Château de Jane

Monte del Frá Valpolicella Ripasso 2009, por Alexandre Takei do blog Notas Etílicas;

Monte del Frá Valpolicella Ripasso 2009, por Gil Mesquita do blog Vinho para Todos;

Valpolicella Superiore Ripasso Ca’del Laito 2009, por Evandro Gonçalves do blog Vinhos que Provo;

Villa Spinosa Valpolicella Classico DOC 2009, por Ewerton Cordeiro do blog Vinhos de Minha Vida;

Montresor Valpolicella Ripasso Capitel della Crosara 2011, por Juliana Gonçalves do blog Vou de Vinho;

Tenuta Sant’Antonio Valpolicella Superiore Ripasso Monti Garbi 2011, por Tiago Bulla do blog Universo dos Vinhos;

Antica Corte Ripasso della Valpolicella Classico Superiore 2012, por Victor Beltrami do blog Balaio do Victor;

Allegrini Valpolicella Superiore DOC 2012, por Alexandre Frias do blog Diário de Baco;

Essere Cesari Valpolicella Classico DOC 2012, por Jonas Magalhães do blog Simplificando o vinho;

Valpolicella Classico Campo del Bioto 2012, por Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos;

Valpolicella Classico Campo del Bioto 2012, minha escolha para o post aqui no Contando Vinhos.

Dessa vez a galera compareceu em massa, foram provados 14 vinhos, comentados por 16 blogueiros diferentes (eu e Fabiana do Escrivinhos bebemos o mesmo Valpolicella e Alexandre Takei (Notas Etílicas) e Gil Mesquita (Vinho para Todos) o mesmo Ripasso). Os posts foram bem divididos entre as diferentes denominações de Valpolicella, sendo que 5 colegas que escreveram sobre Ripasso, 4 posts sobre Amarone, 3 sobre Valpolicella Classico, 1 sobre Valpolicella Superiore e 1 sobre Recioto.

Vale a pena conferir o que os colegas postaram!

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