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Cavist Tasting & Sale – Concha y Toro (2014)

Cavist Tasting

Como eu já disse antes, em posts sobre eventos da Cavist, sempre que podemos vamos aos Cavist Tasting & Sale. Isso porque os vinhos degustados geralmente são interessantes, podem ser comprados com desconto ao término da degustação, o preço pago pelo convite do evento é razoável e, como se não bastasse, o valor da entrada pode ser revertido para compra de vinhos ao final do evento.

Esse Tasting & Sale foi semelhante ao que ocorreu ano passado para comemorar os 130 anos da vinícola Concha y Toro, ontem foi em Ipanema e hoje será realizado novamente na Barra. Estavam disponíveis para degustação 10 vinhos, a maioria da Concha y Toro chilena (8 deles), mas também haviam 1 da Trivento e 1 da Sanctuary, empreendimentos do grupo na Argentina e Estados Unidos, respectivamente.

A respeito da organização, gostaria de deixar um comentário / sugestão. Ano passado, para os vinhos mais “tops”, foram entregues aos presentes cartões individuais que davam direito a uma generosa taça. Nesse ano não houve cartões, sendo algumas pessoas servidas mais vezes que as outras e a quantidade servida dos vinhos “tops” (Carmin de Peumo, Don Melchor e Gravas) mal dava para dois goles. O esquema dos cartões me pareceu mais justo e compatível com o controle da quantidade servida. Como o evento tem ocorrido de forma anual, deixo essa sugestão. No mais foi excelente e a Cavist mais uma vez está de parabéns pela organização.

Abaixo deixo minhas impressões sobre os vinhos que mais me agradaram. Dois outros também merecem ser mencionados, o Don Melchor e o Pinot Noir da Sanctuary, que não vou comentar, pois ano passado provei a mesma safra (2009) que esse ano e pelas minhas anotações (que foram muito parecidas também para o Carmín e o Gravas da safra (2008) provada ano passado), não há muito o que acrescentar sobre esses vinhos, só que o Pinot apresentou uma evolução excelente e o Don Melchor continua muito novo, mas já bem macio e agradável. Portanto, sugiro a leitura do meu post sobre o evento do ano passado.

Vamos aos vinhos:

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Concha y Toro Terrunyo Shiraz 2007: meu preferido entre tudo que já provei da linha Terrunyo, um Syrah quase varietal (em torno de 90%) que de acordo com a safra leva uma quantidade variável de Cabernet Sauvignon (em torno de 10%). Apresentou cor vermelho violeta ainda bem vivo para a idade que tem. Os aromas eram intensos e complexos, lembrando amora, ameixa, pimenta, tabaco e algo balsâmico. Na boca era bem encorpado e o tempo em garrafa lhe deixou bem macio e redondo. Tinha taninos ainda firmes e bem agradáveis, além de gostosa acidez. Persistência muito boa. A idade lhe fez muito bem, em minha opinião o vinho mais interessante da noite e o de melhor custo benefício.

Eolo

Trivento Eolo Malbec 2010: o vinho de topo da Trivento, vinícola argentina que faz parte do grupo Concha y Toro. Um varietal 100% Malbec e com 15,5% de álcool. Tinha cor violeta profunda na taça. Os aromas eram complexos e lembravam ameixa, chocolate, baunilha, pimenta do reino, iogurte e agradável floral. Na boca tinha muita potência e estrutura, bem como era um veludo (de tão macio). Era encorpado, com taninos fortes e macios, álcool um pouco quente, mas de forma agradável e gostosa acidez. Bem diferente do mais evoluído 2006 que foi provado ano passado. Com certeza vale a pena guardar esse vinho na garrafa por mais algum tempo.

Carmin de Peumo

Concha y Toro Carmín de Peumo Carmenérè 2009: um dos vinhos ícones da Concha y Toro, um Carmenérè quase puro (85%), que nessa safra de 2009 levou um tempero de 8,5% de Cabernet Sauvignon e 6,5% de Cabernet Franc. Na taça tinha cor vermelho rubi escuro. Os aromas eram complexos e interessantes, lembrando framboesa, menta, pó de cacau, café, pimentão e leve floral. Na boca era bem macio e tinha boa estrutura. Encorpado, com taninos bem agradáveis, boa acidez e uma certa doçura, tudo em bom equilíbrio. Persistência longa. Segunda safra que provo desse vinho e eu, que não sou muito chegado a Carmenérè, repito que nesse parece que eles conseguiram aparar todas as arestas dos vinhos elaborados com essa uva, não havia aquele vegetal excessivo, a acidez era muito boa e a doçura muito bem equilibrada no conjunto. Pena que seja tão caro!

Gravas

Concha y Toro Gravas del Maipo Syrah 2009: mais um ícone da Concha y Toro. Um Syrah quase puro (91%) com um toque de 9% de Cabernet Sauvignon. Na taça tinha coloração vermelho violeta. Os aromas eram complexos e remetiam a amora, geleia, tabaco, canela e algo de terra (mineral). Na boca havia muita potência e estrutura. Era encorpado, denso, com taninos fortes e agradáveis, boa acidez, álcool bem integrado (e ele tinha 15% de teor alcoólico), tudo em interessante equilíbrio. Persistência bem longa.  Assim como comentei sobre o 2008, apesar de já ter mais de cinco anos, me pareceu bem mais jovem, assim como um tanto fechado. Meu preferido da degustação (mais uma vez, pena ser tão caro), embora seja um vinho para ser bebido no futuro. Por hora o Terrunyo Syrah 2007, comentado acima, é um vinho mais macio e redondo.

Sobre o evento:

Nome: Cavist Tasting & Sale Concha y Toro

Local: Cavist Ipanema, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ

Organização: Cavist e Concha y Toro

Data (horário): 14/10/14 (das 18 às 22 horas)

Com quem: Patrícia.

Preço: R$ 100,00 (que poderiam ser utilizados como crédito na compra de vinhos após o evento)

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