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Ainda sobre a ExpoVinis – Produtores sem importador

ExpoVinis

Passou um mês da ExpoVinis e eu ainda não tinha conseguido escrever esse post.

Falarei um pouco de alguns produtores que me chamaram atenção durante o evento e não possuem importadores para o Brasil. Alguns deles mencionei em meu post anterior sobre a ExpoVinis, outros são novidade. Espero que possa, de alguma forma, ajudá-los em sua divulgação e quem sabe a encontrar um importador no Brasil.

Ariola

Ariola (Emília-Romanha, Itália): ótimos e diferentes espumantes eu provei no stand desse vinícola, em uma sequência onde todos eram bons e alguns me chamaram bastante atenção. A Ariola é uma vinícola localizada na região de Parma, especializada na produção de espumantes, tanto com uvas italianas, como a Glera (Prosecco), Malvasia e Lambrusco, quanto com as chamadas uvas internacionais (Chardonnay e Pinot Noir).

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Dentre espumantes brancos, rosés e até tintos, o que mais me chamou atenção foi esse da foto, o Ariola Lintrigo Rosso, um corte entre diferentes variedades da uva Lambrusco, com cor vermelho cereja escuro, nariz bem peculiar e agradável, sugerindo cereja, café e algo vegetal. Na boca era delicioso, leve e refrescante, os taninos eram bem finos e o conjunto, por incrível que pareça, bem harmônico. Eu que nunca havia gostado de nenhum Lambrusco, realmente me surpreendi com esse, um vinho diferente e delicioso.

brezza

Azienda Agrícola Brezza (Piemonte, Itália): na feira havia um stand só de produtores do Piemonte e nele foram os vinhos da Azienda Agrícola Brezza que mais me chamaram atenção. Propriedade familiar com alguns vinhedos cultivados desde de 1885, possui 16 hectares plantados com diferentes uvas (em sua maioria Nebbiolo) distribuídos em diferentes DOGG e DOC.

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Provei um Dolcetto, um Nebbiolo, um Barbera e dois Barolo, todos muito bons, dentro de suas propostas. Mas o que mais me impressionou foi o Brezza Barolo Cannubi 2009, com bela cor vermelho cereja clarinho, aromas amplos e difíceis de descrever. Na boca tinha boa presença, com forte e deliciosa acidez e taninos bem firmes, já agradáveis de certa forma, mas que precisarão de tempo em garrafa para lhes tornar mais macios. Mesmo assim já é um ótimo prazer beber um vinho desses.

Capanna

Capanna (Toscana, Itália): também havia na feira um stand só de produtores de Montalcino, passei por quase todos eles e tanto o vinho que mais gostei, como a melhor sequência, foram no Capanna, uma vinícola de posse da mesma família desde de 1957 com 20 hectares de vinhedos no norte de Montalcino, região chamada de Montosoli, considerada um ótimo “cru” para o Brunello.

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Todos que provei, desde de o Rosso de Montalcino, eram muito bons vinhos, mas o destaque era mesmo esse Capanna Brunello de Montalcino Riserva 2006, com uma profunda cor rubi, aromas complexos de frutas, especiarias e algo floral, que na boca tinha muita estrutura, com bom corpo, acidez e taninos. Um vinho ainda novo, um tanto rústico e com bastante vigor, mas já bem prazeroso.

Cavino

Cavino (Peloponeso, Grécia): dos vinhos mais simples aos elaborados, foi muito boa a série que provei neste produtor grego, uma das melhores séries do evento em minha opinião. A vinícola Cavino foi fundada em 1958 na região de Achaia, Peloponeso e em meados dos anos 2000 começou a conquistar mercados em outros países, agora planejam entrar de vez no Brasil.

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Dentre os brancos destaco o Cavino Atelier White 2013 corte entre a uva local Lagorthi (45%) e Riesling (55%), que apresentou bela cor amarelo palha com aromas frescos e agradáveis. Na boca tinha bom corpo, ótima acidez, boa mineralidade e era bem refrescante.

Entre os tintos era incrível o Cavino Mega Spileo Red 2008, corte entre Mavrodafne (60%) e a raríssima Black of Kalavryta ou Mavro Kalavrytino (40%). O vinho era vermelho rubi com aromas bastante complexos. Na boca tinha estrutura, com bom corpo, ótima acidez e taninos bem presentes, em um conjunto de certa maciez. Um vinho bastante diferente e interessante.

Dom Caudron

Dom Caudron (Champagne, França): tendo como peculiaridade a predominância da menos badalada uva Pinot Meunier no corte de seus Champagne, a vinícola Dom Caudron funciona a partir da cooperativa de produtores de vinhos da cidade de Passy Grigny, Vale do Marne, Champagne. Nomeada em homenagem a um padre que em 1929 resolveu dedicar suas economias e esforço para a criação e funcionamento dessa cooperativa.

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Todos os Champagne que provei aqui mereciam destaque, em especial, ambos elaborados com 100% de Pinot Meunier, o Dom Caudron Cuvée Vieilles Vignes, com seu belo perlage, aromas sugerindo frutas cítricas, coco queimado e leveduras, com bastante cremosidade, equilíbrio e refrescância em boca. Já o Dom Caudron Cuvée Cornalyne, 50% maturado em carvalho, apresentou perlage fino e intenso, aromas complexos lembrando frutas cítricas, cedro, baunilha e fermento e na boca era ainda mais cremoso e encorpado, com sua ótima acidez mantendo excelente equilíbrio e frescor.

Puklavec

Puklavec & Friends (Ljutomer- Ormoz, Eslovênia): ótimos brancos de uma região da Eslovênia fronteiriça a Croácia e Hungria. A Puvlavec & Friends foi fundada em 1930 e consiste em uma vinícola familiar que busca parcerias com cooperativas de produtores de uvas para elaboração de seus vinhos, uma ótima série de deliciosos brancos frescos e aromáticos (em sua maioria, pois havia também um espumante e um tinto).

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Destaco o Puklavec & Friends Sauvignon Blanc – Furmint 2012 com ótimos e intensos aromas de fruta do conde (não é viagem) e florais, sendo leve e refrescante na boca, com boa acidez e deliciosa mineralidade. E também o Puklavec Family Heritage Gomila Sauvignon Blanc 2012, com intensos aromas que lembravam frutas cítricas, maracujá, folhas de tomateiro e leve floral, com intensa acidez na boca e médio corpo, conjunto elegante e de boa refrescância.

Saronsberg

Saronsberg (Western Cape, África do Sul): interessante vinícola sul africana localizada no Vale de Tulbagh em uma fazenda de relevo montanhoso muito bem aproveitado, proporcionando diferentes altitudes e condições para produção de bons vinhos, tanto brancos como tintos.

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Entre os brancos o destaque vai para o Saronsberg Sauvignon Blanc 2013, vinho de bela cor amarelo pálido, aromas interessantes frutados e florais, com leve tempero vegetal. Na boca excelente acidez, médio corpo, ótimo frescor e equilíbrio. Nos tintos me chamou mais atenção o Saronsberg Full Circle 2011, que era vermelho rubi bem vivo, com aromas frutados (iogurte) e de café. Na boca era diferente e interessante, um estilo que misturava elegância com estrutura, tinha boa acidez e taninos presentes bem macios.

Nesse mesmo stand estavam sendo apresentados os vinhos da vinícola Linton Park, localizada na propriedade ao lado da Saronsberg. Não poderia deixar de destacar o interessante Linton Park Shiraz 2010, de um intenso vermelho rubi, aromas frutados e de especiarias e que na boca tinha boa estrutura, gostosa acidez e taninos macios, apesar de bem presentes.

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Resumo do evento:

Nome: ExpoVinis 2014

Local: Expo Center Norte, São Paulo

Organização: Comexposium, BTS Informa e Sial Group

Data (horário): 22/04/14 (das 13:00 às 21:00 horas)

Com quem: Cesar

Preço: ingressos entre 40 e 80 reais (para o blog foi concedida gratuidade)

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  1. Pingback: Puklavec & Friends Sauvignon Blanc & Pinot Grigio 2013 | Contando Vinhos

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