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Formação sobre Vinhos de Portugal – Nível II (Rio de Janeiro)

Formação Portugal

Nessa quarta feira, dia 02/04/2014, compareci ao evento de Formação sobre Vinhos de Portugal, que ocorreu no Hotel Porto Bay Rio Internacional, em Copacabana, Rio de Janeiro. O evento que estava programado para durar de 10:00 às 13:00, se estendeu um pouco, havia muita informação! O curso foi proferido pelo crítico português Rui Falcão e promovido pela Essência do Vinho Brasil, entidade ligada a Vinhos de Portugal (Wines of Portugal) responsável pela divulgação dos vinhos lusitanos mundo afora.

A formação se iniciou com foco nas peculiaridades dos vinhos portugueses, elucidando porque eles podem ser considerados únicos e o que os torna diferentes dos demais. Um dos grandes motivos é o patrimônio genético que Portugal detêm, quando se considera a videira, sem dúvida o mais diverso do mundo, são mais de 250 castas utilizadas para produção de vinhos. Enquanto em diversos países o foco é implantar vinhedos com poucas castas e produzir principalmente vinhos varietais, Portugal utiliza o que a natureza lhe proporcionou, explora sua diversidade, elaborando principalmente vinhos de corte.

Também foram comentadas as características gerais das dez uvas mais importantes de Portugal – Alvarinho, Fernão Pires, Arinto e Encruzado entre as brancas e Aragonês, Touriga Franca, Touriga Nacional, Trincadeira, Baga e Castelão entre as tintas. Isso além de um breve panorama de clima, solo e características dos vinhos de diferentes regiões do país, parte do curso onde a teoria se uniu a prática e provamos os 9 vinhos descritos a seguir:

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Quintas de Melgaço QM Alvarinho 2012: varietal de Alvarinho, produzido na região dos Vinhos Verdes, 13% de álcool e sem passagem por madeira. Na taça apresentou cor amarelo palha com belo brilho. O nariz era intenso e sugeria abacaxi, frutas cítricas, leve floral e uma pontinha de mel. Na boca tinha forte presença, era leve e muito refrescante, com acidez vibrante e gostosa mineralidade. Persistência muito boa. Me conquistou de cara, um vinho com tudo que eu gosto na uva Alvarinho.

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Filipa Pato Nossa Calcário 2010: varietal de Baga, produzido na região da Bairrada, álcool a 13%, com vinificação em lagar de carvalho e estágio de 18 meses em pipas de 500 litros. Na taça cor vermelho cereja, transparente e límpido. No nariz aromas diferentes e interessantes, me lembrou framboesa, jabuticaba, algo floral e de especiarias. Na boca era áspero, muita acidez e taninos fortes ainda verdes, tinha uma estrutura legal e bom corpo. Vinho diferente e estiloso, acredito que precise de mais tempo na garrafa.

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Quinta do Encontro Encontro 1 2008: mais um vinho da Bairrada, esse um corte entre Touriga Nacional e Baga, com 14% de teor alcoólico. A cor era um vermelho rubi profundo. Os aromas eram complexos e lembravam amora, café, pimenta, tostado e um leve vegetal. Na boca era pura potência e estrutura, acidez forte, taninos firmes e bastante corpo. Mais um vinho diferente e estiloso, esse mais macio, encorpado e complexo que o anterior.

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Quinta de Chocapalha CH by Chocapalha 2008: um varietal de Touriga Nacional proveniente da Região dos Vinhos de Lisboa (antiga Estremadura), com 14% de álcool e prolongado estágio de 22 meses em carvalho. Na taça cor vermelho violáceo, não demonstrando os seis anos do vinho. No nariz ótima complexidade sugerindo ameixa, romã, baunilha, café e pimenta do reino. Na boca era ótimo, macio e equilibrado, com bastante fruta, encorpado, ótima acidez e taninos firmes e agradáveis. Madeira muito bem em todo conjunto do vinho. Persistência longa. Um vinho elegante e com estilo. Belo vinho!

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Casa Ferreirinha Vinha Grande Tinto 2010: vinho do Douro, corte de Touriga Franca (35%), Tinta Roriz (30%), Touriga Nacional (25%) e Tinta Barroca (10%), com estágio entre 12 e 18 meses em barricas e 14% de álcool. Na taça tinha cor vermelho rubi bem límpida. No nariz lembrava cereja, amora, pimenta do reino e leve defumado. Na boca tinha bom equilíbrio e maciez, um vinho fácil de beber, com médio corpo, boa acidez e taninos finos.

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Niepoort Batuta 2010: também do Douro, um vinho elaborado somente com uvas provenientes de vinhas bem velhas, com mais de 70 anos – algumas até mais de 100 anos – e estágio em barrica por 22 meses. Apresentou densa cor vermelho rubi. Os aromas eram amplos e muito agradáveis, com bastante fruta, especiarias e algo doce, sugeria amora, baunilha, pimenta do reino, tostado e mentolado. Na boca possuía potência e muita estrutura, no entanto o vinho de alguma forma já estava macio e equilibrado. A acidez era ótima e os taninos intensos e macios. Persistência bem longa e excelente evolução na taça, fiquei com ele até o final da degustação, só acompanhando a evolução dos aromas.

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Pedra Cancela Malvasia Fina / Encruzado 2010: um corte entre as uvas Malvasia Fina e Encruzado, elaborado na região do Dão, permaneceu em barricas por 3 meses. A cor era amarelo palha bem límpido e transparente. Os aromas eram discretos, principalmente cítricos, lembrando também amêndoas e algo mineral. Na boca tinha bom volume e presença, não foi atropelado pelos tintos provados antes. Era equilibrado tinha boa acidez e final mineral.

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Quinta da Alorna Reserva 2008: corte entre a Touriga Nacional e a Cabernet Sauvignon, elaborado na região do Tejo (antigo Ribatejo), passou 12 meses em barricas e possuía 13,5% de álcool. Na taça cor rubi, demonstrando os 6 anos do vinho. No nariz lembrava ameixa, pimenta do reino e um toque de cravo. Na boca era macio e equilibrado, fácil de beber, de médio corpo a encorpado, com boa acidez e taninos firmes e macios. Um vinho de estilo internacional, sem deixar de ser português.

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Casa Santa Vitória Touriga Nacional 2009: representando o Alentejo na degustação, tínhamos esse Touriga Nacional varietal, com 14% de álcool e estágio de 14 meses em carvalho. Na taça demonstrou cor vermelho rubi profundo, com aromas complexos que sugeriam amora, pimenta do reino, baunilha, tabaco e defumado. Na boca tinha potência e estrutura, era encorpado, com uma ótima acidez e taninos bem presentes e agradáveis. Um Touriga Nacional interessante, bem diferente do outro varietal dessa uva provado durante o evento.

Ao pessoal de outras cidades do Brasil, por onde o evento ainda vai passar, eu diria para que não percam de forma alguma! Fora os textos, não conhecia o Rui Falcão, posso dizer que ele fez um belo trabalho, por vezes me despertou a vontade de ir ao aeroporto e pegar o primeiro voo para Portugal (sem exagero). A palestra que ele deu ficou leve, interessante e prendeu minha atenção o tempo todo, com bom nível de informação. Isso sem falar nos ótimos vinhos que foram provados. Imagino como deve ser o Nível III do curso. Ano que vem estou lá!

Informações sobre o evento em outras cidades do Brasil: inscricoes@winesofportugal.com.br /  http://www.winesofportugal.com/br/news-and-events/news/formacao-sobre-vinhos-de-portugal-2014/

Inscrições no site: http://cadastro.winesofportugal.com.br

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Resumo do evento:

Nome: Formação sobre Vinhos de Portugal – Nível II (Rio de Janeiro)

Local: Porto Bay Rio Internacional Hotel

Organização: Essência do Vinho e Vinhos de Portugal

Data (horário): 02/04/14 (das 10:00 às 13:00 horas)

Com quem: Sozinho

Preço: gratuito (a inscrição para o de outras cidade por ser feita pelo site: http://cadastro.winesofportugal.com.br)

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