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Cavist Tasting & Sale – Concha y Toro

Cavist Tasting

Como eu já disse antes, em posts sobre eventos da Cavist, sempre que podemos vamos aos Cavist Tasting & Sale. Isso porque os vinhos degustados geralmente são interessantes, podem ser comprados com desconto ao término da degustação, o preço pago pelo convite do evento é razoável e, como se não bastasse, o valor da entrada pode ser revertido para compra de vinhos ao final do evento.

Esse Tasting & Sale foi organizado na loja de Ipanema para comemorar os 130 anos da vinícola Concha y Toro. Fomos eu e Patrícia. Além dos vinhos da Concha y Toro propriamente dita, havia no evento vinhos de outras vinícolas do grupo, como a argentina Trivento e a americana Fetzer. No total provamos 19 diferentes rótulos, sendo 13 do Chile (Concha y Toro), 4 da Argentina (Trivento) e 2 dos Estados Unidos (Fetzer e Sanctuary).

Como já faz tempo que fui ao evento e só fiz anotações dos vinhos tops, são eles que tenho para comentar:

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Concha y Toro Amelia Chardonnay 2008: o branco mais top da Concha y Toro. Esse Chardonnay barricado já com mais de cinco anos apresentou cor dourado claro e aromas complexos de abacaxi, cítricos, amêndoas, baunilha e leve vegetal. Na boca era amanteigado, encorpado, tendo ótimo equilíbrio, acidez na medida e uma certa mineralidade. Persistência longa. Madeira muito bem integrada ao vinho. Não é lá muito meu estilo de vinho branco, mas estava muito bom!

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Sanctuary Bien Nacido Vineyard Santa Maria Valley Pinot Noir 2009: um bom Pinot Noir californiano da vinícola Santuary, pertencente ao grupo Concha y Toro. Na taça exibia uma bela coloração cereja, com aromas complexos e interessantes de morango, cereja, baunilha, tostado, terra e algo herbáceo. Na boca era um Pinot potente, tinha médio corpo, impressionante equilíbrio, muita fruta e um certo apimentado. Álcool e acidez no lugar e uma boa persistência.

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Concha y Toro Carmin de Peumo Carmenere 2008: um dos vinhos ícones da Concha y Toro, um Carmenere quase puro (90%), que nessa safra de 2008 levou um tempero de 7,5% de Cabernet Sauvignon e 2,5% de Cabernet Franc. Na taça uma cor rubi profunda. Os aromas eram complexos e agradáveis, lembrando amora, framboesa, geleia de frutas, pimenta, cacau torrado e vegetal (pimentão). Na boca era extremamente macio, assim como denso e potente. Persistência longa. Eu não costumo gostar de Carmenere, mas esse me agradou bastante. Me pareceu que eles conseguiram aparar todas as arestas dos vinhos elaborados com essa uva, não havia aquele vegetal excessivo, a acidez era muito boa e a doçura muito bem equilibrada no conjunto.

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Trivento Eolo Malbec 2006: o vinho de topo da Trivento, vinícola argentina que faz parte do grupo Concha y Toro. Tinha uma bela cor violeta na taça, com algum halo de evolução. Os aromas eram complexos e intensos, lembrando ameixa, geleia de frutas, chocolate, baunilha e florais. Na boca era potente e bastante macio. Equilibrado, com boa acidez, taninos fortes e bem finos. Persistência longa. Acredito que os anos na garrafa lhe fizeram muito bem, o vinho estava redondo e macio, não era só fruta e potência, como imagino que ele deva ser quando mais novo. Foi meu preferido na degustação (lado a lado com o Gravas, comentado abaixo). A Patrícia também gostou bastante.

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Concha y Toro Gravas del Maipo Syrah 2008: um dos vinhos de topo da Concha y Toro. Um Syrah quase puro (91%) que nessa safra levou um toque de 9% de Cabernet Sauvignon. Na taça era de uma coloração violeta profunda. Os aromas eram complexos e remetiam a amora,  pimenta, canela, café e algo de terra. Na boca havia muita potência e estrutura. Era denso, com taninos firmes e boa acidez. Persistência bem longa.  Apesar de já ter mais de cinco anos, me pareceu bem mais jovem, assim como um tanto fechado. Gostei bastante, mas acho que é um vinho para ser bebido no futuro, ainda não está pronto. Para agora o Syrah do Terrunyo é bem mais macio e equilibrado, além de mais barato (embora também seja caro).

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Concha y Toro Don Melchor 2009: o vinho ícone da Concha y Toro, que leva o nome de seu fundador Don Melchor. Essa safra de 2009 é um Cabernet Sauvignon (96%) quase varietal com um toque de 4% de Cabernet Franc. Na taça uma coloração rubi profunda, com aromas complexos e intensos de ameixa, cereja, chocolate, noz moscada e um certo vegetal. Na boca era encorpado, muito macio, estruturado, com gostosa acidez e ótimos taninos firmes e aveludados. Persistência longa. É um belo vinho! No entanto, achei que a diferença entre ele o Marques de Casa Concha Cabernet Sauvignon não é tanta assim, o Don Melchor é mais complexo, intenso e macio, no entanto o Marques (que é também um bom vinho) compensa pelo preço.

OBS: Tenho trabalhado bastante em dezembro e estou sem muito tempo para o blog. Deixei alguns posts “meio escritos” como rascunho e mesmo que demore algumas semanas, vou postando eles aos poucos.

Sobre o evento:

Nome: Cavist Tasting & Sale Concha y Toro

Local: Cavist Ipanema, Ipanema, Rio de Janeiro – RJ

Organização: Cavist e Concha y Toro

Data (horário): 26/11/13 (das 18 às 22 horas)

Com quem: Patrícia.

Preço: R$ 100,00 (que poderiam ser utilizados como crédito na compra de vinhos após o evento)

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3 pensamentos sobre “Cavist Tasting & Sale – Concha y Toro

  1. Pingback: Cavist Tasting & Sale – Concha y Toro (2014) | Contando Vinhos

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