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Blog de volta: o que observamos sobre vinhos na Grécia!

Grecia

Como dito em meu último post, durante praticamente todo o mês de agosto o blog esteve em férias. Isso porque eu e Patrícia estivemos viajando. Fomos para a Grécia! E rodamos por grande parte do país.

Estive pensando durante um tempo o que fazer para registrar minhas impressões sobre o que observamos na Grécia. Decidi pelo seguinte, nesse post darei um panorama geral, com comentários a respeito de nossa experiência de viagem em relação ao assunto vinho. Nos próximos, falarei um pouco sobre as vinícolas que visitamos e os vinhos que provamos, separando-os pelas diferentes regiões do país.

Antes da viagem, eu sabia que a Grécia possui regiões com clima e solo excelentes para vitivicultura, que a videira é uma planta espontânea em praticamente todo o país, que há diversos vinhos interessantíssimos e diferenciados sendo produzidos com castas autóctones (naturais do país). Isso para não prolongar muito a conversa com informações que podem ser facilmente encontradas em diversos sítios da internet.

Mas, com certeza, eu não tinha a dimensão clara de quanta diversidade eu encontraria no país (não só em matéria de vinho)! Os vinhos gregos recebem muito menos atenção do que deveriam, os tintos, de diferentes regiões, uvas e denominações, são incríveis, em muitos casos únicos, interessantes e diferenciados. Mas os brancos… Aaaahh, só de lembrar já tenho saudade! Combinam com o verão, em geral com ótima acidez, frescor e deliciosa mineralidade. Vão desde de vinhos simples, bastante florais e frutados, como aqueles feitos com a uva Rhoditis (que eu adorei) em diversas regiões do país, até brancos complexos e encorpados (com ou sem passagem por madeira) , como os Assyrtiko (quase choro de pensar no preço deles no Brasil) de Santorini. Isso para não falar de Malagousia, Athiri, Moscatos e por aí vai.

E para os que preferem as globalizadas uvas francesas e ou gostam de provar de tudo, deixo registrado que também bebemos bons vinhos com Shiraz, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Sauvignon Blanc, varietais ou em cortes. Gostei muito dos Shiraz de Nemea e dos Chardonnay de Creta.

Ruínas de Delphi

Ruínas de Delphi

Com relação ao enoturismo, observei que ele está bem organizado em três das regiões que passamos: Nemea, no Peloponeso; Santorini, nas ilhas Cíclades; e Heraklion, em Creta. Nessas regiões é possível ver placas indicando as chamadas “rotas do vinho” (tradução), bem como a localização de diversas vinícolas. Acontece que demos de cara na porta de diversas delas! Inclusive de vinícolas grandes. Isso considerando que visitamos a Grécia em agosto, um dos meses em que o país está mais cheio de turistas. Com isso, perdemos bastante tempo (na minha visão não perdemos tempo e sim tivemos mais chances de observar as belas paisagens do país!) de nossa viagem, o qual poderia ser utilizado para visitar mais vinícolas, ou mesmo visitar outros pontos turísticos.

Dessa forma, minha primeira recomendação é, se você pretende fazer enoturismo na Grécia, agende as visitas às vinícolas com antecedência, o que na maioria das vezes pode ser feito por e-mail. Essa recomendação pode parecer meio básica, mas considerando que eu não agendei nada porque achei que tudo fosse ser fácil, acho que outras pessoas podem cometer o mesmo erro.

Vinhedos no Peloponeso

Vinhedos no Peloponeso

Se você tem pouco tempo no país, vai passar apenas em Atenas e nas ilhas ou, por algum outro motivo, só deseja dedicar um dia de sua viagem ao enoturismo, sugiro que o faça em Santorini. Devido aos diversos outros atrativos que o local possui, essa recomendação pode parecer uma furada, mas visitar as vinícolas ao redor da ilha é uma ótima oportunidade para apreciar a sua bela paisagem. Além disso, em Santorini, observamos que as vinícolas possuem melhor estrutura e preparo para receber turistas, há vinícolas grandes que oferecem degustações de vinhos que produzem não apenas em Santorini, como também em outras regiões da Grécia, como a Boutari e a Gaia e os brancos de Santorini são imperdíveis (na ilha também há outros vinhos interessantes, mas isso fica para outro post).

Vinhedos em Santorini

Vinhedos em Santorini

Por último gostaria de falar sobre os vinhos nos restaurantes. Achei bastante justa a margem de lucro praticada. Em nenhum dos estabelecimentos em que comemos o preço das garrafas na carta ultrapassou o dobro do que as mesmas garrafas custariam nas vinícolas ou em supermercados (por exemplo). Em geral o valor era menor que isso, o preço era dobrado normalmente naquelas garrafas de vinhos mais baratos, que custavam de 3,00 a 5,00 euros no mercado (o que é compreensível).

Todos, eu digo realmente todos, os restaurantes que fomos serviam o que eles chamam de “vinho da casa” ou “vinho do barril” (tradução), os quais geralmente eram servidos em taça (180 ml), jarra com 500 ml ou 1 litro e com as opções branco, tinto (sempre) e em alguns casos rosé, de sobremesa ou retsina. Bebemos esses vinhos em várias de nossas refeições e em diferentes restaurantes. Os preços giravam em torno de 1,50 a 3,50 euros pela taça e o vinho em geral era honesto, simples e correto, poucas vezes decepcionou, assim como raras vezes surpreendeu.

Enfim, utilizei alguns bons sítios da internet como auxílio sobre o que provar e aonde ir, abaixo deixo alguns deles como sugestão:

Elloinos (http://www.elloinos.com/) – sítio administrado pelo alemão Markus Stolz, apaixonado pelos vinhos gregos que se dedica a divulgá-los e gerar informações sobre eles. Dentre outras coisas, comenta sobre vinícolas e vinhos que estão lhe chamando atenção e variedades de uvas naturais da Grécia;

All About Greek Wines (http://www.allaboutgreekwine.com/) – grande base de dados sobre as vinícolas e regiões produtoras de vinhos da Grécia. Possui contatos e localização de diversos produtores.

New Wines of Greece (http://www.newwinesofgreece.com/home/) – sítio em diversas línguas, que assim como o citado acima é uma grande base de dados sobre vinhos gregos. No entanto possui uma aparência mais atraente, além de ótimos mapas com localização de vinícolas e locais com outras atrações enoturísticas. Foi o que eu mais usei.

Enfim, não tenho tido muito tempo para o blog, mas me dedicarei a postar mais detalhes da viagem nos próximos dias.

OBS 1: já estou devendo dois posts para a #CBE, o de julho e o de agosto, em breve pretendo quitar a dívida.

OBS 2: a Patrícia já está de volta ao Brasil, mas eu continuo em viagem para outro país, assim que terminar de contar sobre a Grécia, falarei sobre isso.

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3 pensamentos sobre “Blog de volta: o que observamos sobre vinhos na Grécia!

  1. Ola,otimas informacoes!Escrevo hoje,21/06/2015, da Grecia,e fiz Enoturismo aqui tambem,visitando,entre outras,o Sigalas em Santorini.Infelizmente,parece que uma boa inflacao chegou por aqui tambem,ou olho grande mesmo…a degustacao no Sigalas saltou de 11 para 15 Euros-vinhos servidos,em sua maioria,de 2014- os Assyrtikos ainda jovens e muito aquem do que podem ser,muito citricos,enfim,ainda nao prontos,para mim.Nos Restaurantes,a margem de lucro foi para mais de 100 por cento,sobretudo em Santorini,e isso em restaurantes medianos,nao tive coragem de ir nos Top…So em Creta e que ainda se bebe mais em conta!Abs,otimo blog!

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