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#CBE / Do Marrocos: Thalvin – Alain Grillot Syrocco Syrah 2007

Syrocco

Meu segundo post na #CBE e já cometi um deslize… Estive viajando e acabei não conseguindo postar (e nem beber) o vinho na data certa. Peço mil desculpas aos meus confrades virtuais.

O tema desse mês na #CBE foi um Shiraz / Syrah de qualquer lugar do mundo até R$ 100,00. Como eu já comentei no post anterior, havia comprado outro vinho para minha postagem, o Primeira Estrada Syrah 2010 (comentado aqui). Acabei mudando de ideia  quando me deparei com esse vinho marroquino, que eu já estava querendo provar a algum tempo, mas o preço, um tanto salgado, me manteve afastado dele. Aproveitei a ocasião do tema da #CBE, para gastar um pouco mais do que tenho costume e postar algo bem interessante.

Por menos que ouvimos falar e que vemos nas prateleiras, historicamente, vinhos são produzidos no Marrocos desde a época da dominação romana, ou talvez até antes, já que há indícios de que os Fenícios foram os responsáveis por introduzir a vinha no país. É comum associarmos o Marrocos à desertos e climas incompatíveis com a produção de bons vinhos, no entanto, devido ao relevo montanhoso e influência do Oceano Atlântico, o país possui algumas regiões com ótimas condições para vitivinicultura. Acontece que, depois da queda do Império Romano, o país foi dominado por povos islâmicos (como outros na região mediterrânea do Norte África, Argélia e Tunísia principalmente) e como a religião não permite o consumo de álcool, os vinhedos foram abandonados ou substituídos por outras culturas. Na época em que foi protetorado francês (1912-1956) foi introduzida a vinicultura em larga escala no Marrocos. Com a independência do país, novamente os preceitos islâmicos pesaram sobre a vinicultura, que entrou em decadência, chegando a ocorrer remoção de vinhedos pelo governo. Mais recentemente (partir da década de 1990), abrandado pelos tempos modernos, o país vem aumentado sua produção a partir de investimentos estrangeiros (principalmente franceses).

Sobre o vinho em específico, não consegui encontrar muita coisa, acredito não poder acrescentar nada além do que colegas de outros blogs e sites já comentaram, conforme pode ser conferido nos post citados ao final das minhas impressões sobre o vinho.

Na taça coloração rubi escuro, com reflexo alaranjado, transparente e límpido. A coloração e algum sedimento depositado no fundo da garrafa demonstravam evolução do vinho. Acredito que por achar na internet comentários (em blogs gringos) da safra 2009, pelo preço e por ser um rótulo um tanto desconhecido, essa garrafa deve ter ficado pelo menos uns dois anos na prateleira da loja antes de “nos encontrarmos”. Como o vinho estava guardado na posição certa e em boas condições de ambiente, ele envelheceu muito bem na garrafa, acredito que esteja em seu auge ou perto dele. Ah! Antes que eu esqueça, essa era a última garrafa!

Aromas bem agradáveis, intensos e de certa complexidade, remetendo a frutas (frescas – cereja / secas – passas e ameixa), noz moscada, pimenta do reino, tabaco e tostado.

Na boca é bem redondinho (equilibrado), intenso, médio corpo a encorpado, taninos finíssimos, a acidez se faz bem presente e agradável. A madeira se encontra muito bem integrada ao conjunto do vinho, que confirma os aromas no paladar, apresenta boa persistência e final de boca com uma certa doçura, tornando o vinho extremamente agradável e fácil de beber. A evolução do vinho após aberto foi fantástica! Terminamos com a garrafa mais ou menos 2 a 3 horas depois de abrir e o vinho ainda estava evoluindo.

Nunca havia bebido um vinho do Marrocos. Gostei bastante da experiência. Como adoro fazer comparações, em estilo, me pareceu com os vinhos tintos da Sicília, ainda mais considerando que diversos levam Syrah no corte. É bom, interessante, mas pelo preço encontra-se vinhos melhores. Assim como o Syrah mineiro, recomendo, vale a experiência de beber um vinho de uma região diferente!

Blogs e sites que já beberam esse vinho (safra): Enoteca (2007), Vivendo a Vida (2005), MondoVinho (2008), Antica Osteria Marino (2005).

Resumo do vinho:

Nome: Thalvin – Alain Grillot Syrocco Syrah

Vinícola: Thalvin (Domaine des Ouleb Thaleb) – Alain Graillot

Região: Zenata, Marrocos

Teor alcoólico: 13,5%

Safra: 2007

Uva: Syrah

Preço: R$ 86,00

Comprado em (mês/ano): Lidador Barra Shopping (05/13)

Importador: World Wine

Bebido com (data):  Patrícia (03/06/2013)

Nota: 89/100.

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2 pensamentos sobre “#CBE / Do Marrocos: Thalvin – Alain Grillot Syrocco Syrah 2007

  1. Pingback: Cavist Tasting & Sale – 12/11/13 | Contando Vinhos

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