Encontro Mistral 2014 – RJ

Encontro Mistral

Estou com uma fila de posts para publicar e em geral tenho tempo apenas nos fins de semana ou de nos finais de tarde / noite para dedicar ao blog. Por isso tenho atrasado meus comentários sobre eventos e vinhos que já bebi.

Hoje falarei do Encontro Mistral 2014 que ocorreu no Rio de Janeiro há quase um mês, dia 09/05/2014, no Hotel Sofitel Rio, em Copacabana. Além do Rio de Janeiro o evento também aconteceu durante os dias 5, 6 e 7/05/2014 em São Paulo.

Como devo estar sendo o último ou um dos últimos a comentar sobre o evento, resolvi fazer algo diferente, listei abaixo tudo que encontrei escrito sobre o encontro em blogs e sites e vou procurar comentar aqui apenas sobre vinhos e produtores que me chamaram atenção e foram menos comentados pelos colegas.

O que encontrei sobre o Encontro Mistral 2014 em blogs e sites (em ordem alfabética):

BebadoVinho; Blog do Jeriel (link I e link II); Didu Russo (link I e link II); Falando de Vinhos; In Vino VeritasLaboratório de Sommelier; MondoVinhoO Mundo dos Vinhos (Istoé); Paladar (Estadão); Vinho Bão; Vinho & Arte; e Vivendo a Vida.

Gostaria de fazer apenas uma observação sobre o evento, além de parabenizar a equipe da importadora Mistral pela primorosa organização dele, somente um dia no Rio de Janeiro não é o suficiente. Não sei dizer o porquê dessa estratégia de 3 dias em São Paulo e apenas um no Rio, mas em um dia não dá para visitar nem 1/4 dos produtores presentes.

Em todos os produtores que passei bebi toda a série de vinhos que havia para degustação, para não estender muito o post e por não ter anotação sobre todos os vinhos vou comentar apenas os dois que me chamaram mais atenção de cada produtor:

Vie de Romans

Vie di Romans: vinícola italiana da região do Friuli que tem acumulados nada menos que 23 “tre bicchieri” da revista italiana Gambero Rosso, que também a considera como uma das mais importantes vinícolas da Itália. Os vinhedos são orgânicos e conforme a vocação da região o foco da produção está nos vinhos brancos.

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Vie di Romans Chardonnay 2010: apresentou cor amarelo palha, aromas bastante intensos para um Chardonnay, que também eram complexos e estilosos, lembrando abacaxi, nectarina, baunilha e cedro. Na boca era encorpado, untuoso, com acidez suficiente para manter ótimo frescor, frente ao seu volume de boca. Era também bem macio e equilibrado, com persistência longa.

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Vie di Romas Maurus 2008: embora eu tenha provado excelentes brancos nesse produtor, o estilo desse Merlot me chamou atenção. Cor vermelho rubi. Nariz elegante e de certa complexidade, sugerindo cereja, romã, menta e baunilha. Na boca tinha boa estrutura, elegância e equilíbrio, um vinho de médio corpo, boa acidez e taninos macios.

Martinborough

 

Martinborough Vineyard: famosa por seus vinhos elaborados com a Pinot Noir a vinícola foi a primeira da região a plantar essa casta, possuindo os mais velhos vinhedos de Pinot Noir no distrito de South Wairarapa, onde se localiza a cidade de Martinborough reputada por dar origem aos melhores Pinot Noir da Nova Zelândia.

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Martinborough Te Tera Pinot Noir 2010: cor vermelho cereja intenso e um tanto escuro para um Pinot. Nariz de boa complexidade e intensidade, lembrando goiaba, terra e pimenta verde. Na boca médio corpo, taninos finos, equilíbrio e maciez, com ótima acidez proporcionando ligeira sensação apimentada ao paladar.

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Martinborough Vineyard Pinot Noir 2009: cor vermelho cereja profundo, também escuro para um Pinot. Aromas bem complexos e agradáveis, sugeriam goiaba, morango, terra, iogurte, pimenta e folha de tomateiro. Na boca era bem macio e equilibrado, com taninos finíssimos, forte e gostosa acidez e um toque mineral de bastante estilo.

Gaia Wines

Gaia Estate: os vinhos gregos sempre me pegam em cheio! Eu não poderia deixar de mencionar os vinhos da Gaia, a maioria deles eu provei pela primeira vez, embora tenha visitado a vinícola quando estive na Grécia ano passado (confira aqui).

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Assyrtiko by Gaia Wild Ferment 2012: varietal da uva branca Assyrtiko, produzido em Santorini e fermentado com as leveduras naturais, parte em tanques de Inox e parte em barricas. Resultado é um vinho de cor amarelo pálido e com nariz discreto bem cítrico e mineral. Na boca é que ele aparece sem discrição, sendo potente, encorpado e com bastante acidez, mantendo também ótimo frescor.

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Agiorgitiko by Gaia 2011: produzido com a uva Agiorgitiko, na região de Nemea é um vinho que merece destaque, com cor vermelho rubi e aromas intensos que lembraram muito romã, além de pimenta do reino e algo floral. Na boca tinha delicadeza e estilo, um vinho equilibrado, de médio corpo, ótima acidez e taninos finos.

 

Dalessandro

Tenimenti Luigi d’Alessandro: produtor italiano da Toscana, localizado na DOC Cortona, a única DOC italiana exclusiva para a uva Syrah, criada graças aos vinhos elaborados por essa vinícola, colocados por muitos críticos entre os melhores Syrah do mundo.

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Luigi D’Alessandro Vecchievigne Borgo Syrah 2010: bela e profunda cor vermelho violeta. Aromas de certa complexidade e interessantes, sugeriam ameixa, um intrigante floral, chocolate e pimenta do reino. Na boca tinha bastante estrutura, encorpado, com boa acidez e taninos fortes, isso mantendo de uma forma difícil de explicar ótima maciez no paladar.

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Luigi D’Alessandro Migliara Syrah 2008: mais um vinho de profunda cor vermelho violeta. No nariz era complexo e elegante, lembrava ameixa, menta, chocolate e pimenta do reino. Na boca, assim como o anterior, combinava muita potência e estrutura, com grande maciez. Muito encorpado e delicioso, um vinho ainda muito novo, interessante pensar como ele ficará daqui há uns anos.

Resumo do evento:

Nome: Encontro Mistral 2014 (Rio de Janeiro)

Local: Hotel Sofitel, Copacabana, Rio de Janeiro – RJ

Organização: Mistral

Data (horário): 09/05/14 (das 17:00 às 22:00 horas)

Com quem: Sozinho

Preço: R$ 290,00

Tetramythos Retsina

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Esse vinho merece comentários mais detalhados. Um dos poucos exemplos de Retsina elaborado visando qualidade superior.

Retsina é um estilo de vinho branco típico da Grécia, no qual durante a fermentação é acrescentada ao vinho resina de pinheiro. Costume que deriva de uma prática para a conservação do vinho na antiguidade, onde por falta de melhor tecnologia, os vinhos eram guardados em ânforas de barro nas quais a tampa era lacrada com resina de pinheiro, para evitar a oxidação. A resina de pinheiro entrava em contato com o vinho e alterava o seu sabor, o que até hoje é apreciado na Grécia.

Via de regra o Retsina é feito em grandes quantidades e para ser vendido bem barato, sem muito foco em sua qualidade. Não é o caso deste. Fermentado apenas com leveduras nativas, durante dois meses e em contato com as cascas (sur lie), sendo que parte do vinho (cerca de 40%) fermenta em ânforas de barro, o Tetramythos Retsina é elaborado a partir da uva grega Roditis cultivada em vinhedos orgânicos e a resina de pinheiro misturada ao vinho na fermentação é extraída de árvores localizadas nas margens do próprio vinhedo.

Na taça apresentou cor amarelo pálido, límpido e transparente.

No nariz era bem intenso e com certa complexidade, sendo que a resina não dominava, sentia-se aromas cítricos e florais em harmonia com os de resina de pinheiro (vegetais e químicos).

Na boca mais uma vez a resina não é predominante, entra mais como um tempero, abrindo campo para notas cítricas, vegetais, minerais e um leve e gostoso apimentado. Um vinho ao mesmo tempo leve e com bom volume em boca, refrescante e com deliciosa acidez, bem fácil e prazeroso de beber. Persistência muito boa.

Esse Retsina, dentre todos que eu já provei, é para mim o auge do gênero, sendo na verdade um típico e ótimo vinho branco da uva grega Roditis que mantem perfeitamente suas características ao ser combinado com a resina de pinheiro, ganhando novos aromas e gostos, além de maior presença e volume na boca. Um vinho único, diferente e muito bom! Pena que para beber ele de novo só indo buscar outra garrafa na Grécia.

Harmonização perfeita com lombo de porco assado no azeite e orégano.

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Resumo do vinho:

Nome: Tetramythos Retsina

Vinícola: Tetramythos

Região: Achaia, Peloponeso, Grécia

Teor alcoólico: 13%

Safra: sem safra

Uva: Roditis

Preço: ganhamos de presente na vinícola

Comprado em (mês/ano): na própria vinícola (08/13)

Importador: infelizmente sem importador para o Brasil

Bebido com (data): Patrícia (26/04/2014)

Nota: 4,5 em 5 pontos.

Boutari Naoussa 2006

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Naousa é para mim um vinho estiloso. E estiloso de uma forma que me agrada bastante. Esbarrei com esse da Boutari por um preço que julguei ser legal e comprei. O vinho estava assim:

Na taça já demonstrava sua idade com coloração vermelho alaranjado e halo bastante evidente.

Aromas complexos e diferentes, também evoluído e com leve toque de oxidação, lembrava cereja, chá preto, caramelo e canela.

Na boca tinha médio corpo e estranho equilíbrio entre a acidez bem presente e os taninos firmes e maturados. No paladar se apresentou com bastante especiaria (pimenta, canela e chá preto) com algo de terra. A evolução na taça seguiu por bom tempo e foi bem interessante. A persistência era muito boa.

Sem dúvidas um vinho evoluído e estiloso. Provei a safra 2008 desse vinho na Grécia e tirando por ela, achei que esse ainda fosse estar mais robusto, não estava. Estava era bem macio (considerando que é um Naousa) e notavelmente maturado. Atendeu ao meu desejo já de algum tempo de provar um Naousa com essas características. Agora queria era provar um Naousa top com uns 15 a 20 anos, quem sabe um dia!

Esbarrando com esse vinho nessa faixa de preço (50 a 70 reais), se você for do tipo que gosta de experimentar coisas diferentes e ou já conhece e aprecia vinhos dessa região, pode ir que tá valendo!

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Resumo do vinho:

Nome: Boutari Naoussa

Vinícola: Boutari

Região: Naoussa, Grécia

Teor alcoólico: 13%

Safra: 2006

Uva: Xinomavro

Preço: R$ 64,00

Comprado em (mês/ano): Cavist (03/14)

Importador: Vinci

Bebido com (data): Patrícia e Marcão (06/04/2014)

Nota: 4 em 5 pontos.

Gaia Estate Thalassitis Oak Fermented 2007

Gaia Thalassitis

Vinho digno de pegadinha pra cima do Cesar da Mondovino e foi utilizado exatamente com esse propósito. Eu trouxe ele de minha visita a Gaia em Santorini e estava com medo de ele não aguentar mais muito tempo guardado, queria bebê-lo logo. Como já falei da vinícola aqui no blog, vou direto ao vinho:

Na taça bela cor dourado pálido, bem límpido e transparente.

No nariz era diferente e interessante, com boa complexidade sugerindo damasco seco, compota de laranja, amêndoas e algo mineral.

Na boca tinha bom volume, muita mineralidade e acidez ainda bastante presente, mantendo grande frescor, tudo que se espera de um Assyrtiko de Santorini, mesmo com quase 7 anos de idade. No paladar chegava a deixar uma sensação meio salgada, era bem mineral, com algo cítrico, talvez de laranja. A persistência era longa e a evolução na taça foi excelente.

Eu tinha provado esse vinho quando visitei a Gaia de duas safras uma era 2012 e a outra esse 2007, me impressionei como ele encarou bem o tempo e trouxe essa garrafa. Não sei se continuaria evoluindo, talvez sim, mas estava tão bom bebê-lo, que realmente não faria sentido esperar mais!

OBS: esse vinho foi apresentado às cegas e o Cesar não acertou do que se tratava (Aha!).

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Resumo do vinho:

Nome: Gaia Estate Thalassitis Oak Fermented

Vinícola: Gaia Estate

Região: Santorini, Grécia

Teor alcoólico: 13,5%

Safra: 2007

Uva: Assyrtiko

Preço: não lembro ao certo, em torno de uns € 15,00

Comprado em (mês/ano): na própria vinícola (08/13)

Importador: a Mistral traz os vinhos da Gaia para o Brasil

Bebido com (data): Patrícia, Cesar e Dardeau (02/04/2014)

Nota: 4,5 em 5 pontos.

Tsantali Naousa Reserva 2009

 

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Um dos vinhos que eu estava devendo:

Cor rubi claro, límpida e transparente.

Nariz complexo e interessante, sugeria amora, rosas e caramelo.

Na boca era encorpado, com gostosa acidez e taninos fortes e agradáveis. Um vinho estruturado e com interessante equilíbrio considerando a acidez e os taninos intensos. O paladar era bem frutado, também lembrando café e tabaco. A persistência era longa.

É comum ver comparações da uva Xinomavro com a Nebbiolo e realmente esse vinho possuía semelhanças com o Barolo que bebemos nesse mesmo almoço, mais do que isso, ele fez frente ao Barolo, impressionante. É um vinho de excelente custo benefício, custa em torno de 70 reais e pode ser comparado com coisa bem mais cara. Creio que seja um estilo de vinho que não vai agradar a qualquer um, por ser tânico e ácido, para mim estava ótimo!

Fico cada vez mais curioso de provar um Naousa de uma safra antiga.

Resumo do vinho:

Nome: Tsantali Naousa Reserva

Vinícola: Tsantali

Região: Naousa, Grécia

Teor alcoólico: 13%

Safra: 2009

Uva: Xinomavro

Preço: R$ 72,00

Comprado em (mês/ano): Mondovino (02/14)

Importador: Freeway Ecommerce

Bebido com (data): Alexandre, Marco, Eveline e Michel (16/02/2014)

Nota: 4,5 em 5 pontos.

Lyrarakis Dafni 2012

Lyrarakis - Dafni

Estou planejando uma viagem para os dias de Carnaval, como não curto as festividades da época, gostaria de fugir daqui do Rio de Janeiro. Marquei de conversar ontem na Mondovino com o Rogerio Dardeau para pegar umas dicas (a viagem certamente será comentada aqui no blog).

Levei esse vinho para bebermos lá, algo que havíamos (eu e Patrícia) comprado em nossa viagem pela Grécia e que já estava prometido ao Cesar da Mondovino. Apresentei o vinho as cegas e não é que o Cesar acertou país, região, uva e até produtor! Vou dar um desconto pois ele já havia bebido esse vinho em outra safra e as características dele são bem marcantes. Além disso ele sabia que eu havia trazido esse vinho de viagem.

Agora devolvendo mérito ao Cesar, a variedade Dafni é natural da Ilha de Creta, tendo esse nome graças aos característicos aromas vegetais (principalmente de folhas de louro) que tem os vinhos elaborados com ela. Dafni em grego significa loureiro ou pé de louro (a planta: Laurus nobilis L.). Acontece que até meados dos anos 1990 essa variedade estava seriamente ameaçada de extinção, sendo salva por esse produtor (Lyrarakis) que recuperou e multiplicou vinhedos dessa variedade. Ou seja, meio bizarro o Cesar ter acertado esse vinho.

Visitamos o Lyrarakis em Creta, meu relato da visita pode ser conferido aqui no blog.

Quanto ao vinho:

Na taça cor amarelo palha, bem límpida e transparente.

No nariz ele se demonstrava bem singular, sendo predominantemente vegetal, lembrando louro, folha de laranjeira e frutas cítricas (laranja).

Na boca também era bastante peculiar, bem seco e equilibrado, possuía médio corpo em harmonia com uma bela acidez e um toque mineral. Um branco refrescante e agradável. O paladar era bem vegetal, também com forte presença de laranja e boa persistência. A evolução na taça foi bem interessante e o vinho melhorou conforme foi ficando mais quente, não era um branco para ser bebido muito gelado.

Conforme o Cesar me fez perceber, se não era um vinhaço por possuir grande estrutura e ou complexidade, era um vinhaço por ser único, bastante agradável e interessante. Chato é que para bebê-lo de novo só indo em Creta ou sei lá que outro lugar do mundo para o qual ele seja exportado.

Interessante que o vinho me pareceu um tanto diferente do que provamos na vinícola. Mesmo assim as características marcantes dele estavam bem presentes.

Resumo do vinho:

Nome: Lyrarakis Dafni

Vinícola: Lyrarakis

Região: Heraklion, Creta, Grécia

Teor alcoólico: 12,5%

Safra: 2012

Uva: Dafni

Preço: 7 €

Comprado em (mês/ano): direto na vinícola (08/13)

Importador: não vem para o Brasil

Bebido com (data): Patrícia, Cesar, Dardeau e Denise (15/01/2013)

Nota: 4 em 5 pontos.

Degustação de vinhos da Tsantali – Grécia

Tsantali

O Cesar já estava programando essa degustação há algum tempo e aproveitando o feriado dessa quarta (20/11/13) bateu o martelo. Fomos eu e patrícia à degustação de vinhos gregos da Tsantali, organizada pela Mondovino, loja de vinhos localizada no bairro do Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Degustação que faz parte de uma série de eventos que o Cesar e o Rogério (sócios da loja) tem planejado.

Por iniciativa própria aproveito para fazer uma pouco de propaganda, os caras merecem. Aos leitores que moram por aqui pela região do Recreio e Barra (e em outros lugares também, caso tenham interesse) sugiro muitíssimo que curtam a Fan Page da Mondovino no facebook, através dela vocês podem ficar sabendo dos eventos que eles organizam.

Dessa vez degustamos 4 vinhos gregos da Tsantali (http://www.tsantali.com/), que é o maior produtor e exportador de vinhos da Grécia. Além de vinhos a Tsantali também produz ótimos azeites, azeitonas e outros produtos gastronômicos gregos, os quais estão sendo importados aqui para o Brasil pela Freeway Ecommerce. Acredito que em breve devo estar comentado outros vinhos deles aqui no blog.

Deu para eu e Patrícia matarmos um pouquinho a saudade de nossa ótima viagem para a Grécia. Os vinhos foram os seguintes:

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Tsantali Traditional Appellation Retsina: bem diferente daquele Retsina que vende no Carrefour, que eu já comentei aqui. Esse tinha a resina em melhor harmonia com o resto do vinho. Possuía cor amarelo palha, com aromas de frutas cítricas, florais, alecrim e terebentina. Na boca era leve e refrescante, um Retsina de assimilação mais fácil, bom para um dia quente e uma salada grega. Tinha boa acidez e paladar frutado em harmonia com as notas vegetais e químicas da resina de pinheiro. Persistência um pouco curta, ficando mais o gosto da resina. Pelo preço de R$ 57,00 é bastante interessante.

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Tsantali Kanenas White 2011: um diferente corte entre a internacional Chardonnay e a ancestral Muscat de Alexandria. Tinha uma cor amarelo palha pendendo para o dourado e aromas de abacaxi, maçã verde, mamão (de leve) e jasmim. Na boca tinha aquelas características que me conquistam nos brancos gregos, bom corpo, gostosa acidez e bastante mineralidade. Tudo isso em equilíbrio e com excelente frescor. Um branco fora do normal e interessante, o preço é em torno de R$ 72,00.

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Tsantali Grand Reserve Rapsani 2005: esse foi um daqueles vinhos que bateu direitinho com meu gosto. Um corte entre as uvas Xinómavro, Krassáto e Stavrotó de vinhedos aos pés do Monte Olimpo. Na taça era violeta com halo de evolução pouco evidente para um vinho com 8 anos. No nariz bastante complexidade e intensidade com aromas de ameixa, caramelo, tabaco, menta, especiarias (não identifiquei muito bem quais), um leve floral (rosas) e um toque de oxidação. Na boca tinha estrutura e potência, era macio, encorpado, com uma acidez deliciosa e taninos fortes e aveludados. Um paladar com bastante fruta, pimenta e algo vegetal e de café. Persistência longa. Apesar dos 5 anos que passou em barris de carvalho demonstrava madeira muito bem integrada. Por R$ 154,00 é um ótimo custo benefício, geralmente vinhos como esse custam muito mais que isso.

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Tsantali Cellar Reserve Mavrodaphne of Patras: eu diria que os vinhos de sobremesa são uma das grandes marcas da vitivinicultura grega. Esse é um bom exemplar do típico vinho doce de Patras. Na taça tinha cor rubi tendendo para marrom. Os aromas eram intensos remetendo a figos secos, melaço e tabaco. Na boca era volumoso, com taninos finos e agradáveis, acidez, álcool e doçura em bom equilíbrio. Um vinho simples e interessante, uma bela opção de aperitivo para antes ou depois do almoço e por R$ 52,00 pode ser considerado um belo custo benefício.

Sobre o evento:

Nome: Degustação de vinhos da Tsantali – Grécia

Local: Mondovino, Recreio dos Bandeirantes, RJ

Organização: Mondovino

Data (horário): 20/11/13 (das 19 às 22 horas)

Com quem: Patrícia, Juliana Gonçalves, Ana Cristina Afonso, Danielle Moraes, Angela Melman, Carla Tavares, Pedro Reis, Luciene Ceh, Cesar Valle e Rogério Goulart.

Preço: R$ 40,00

Creta: Lyrarakis

Lyrarakis

Já com o GPS funcionando, tendo como achar o caminho fomos para a Lyrarakis, que fecha minha série de posts sobre as vinícolas que visitamos na Grécia, tendo em vista que ela foi a última. Em breve escreverei um post sobre retsina, outro sobre alguns vinhos interessantes que bebemos e por último um recapitulando tudo que escrevi a respeito de nossa viagem à Grécia.

A vinícola Lyrarakis foi fundada em 1966, mas só em 1992 começou a engarrafar seus próprios vinhos, que antes eram vendidos a granel para grandes vinícolas da Grécia. Possuindo 14 hectares plantados com vinhedos a vinícola tem interesse especial em cultivar e manter variedades de uvas raras nativas de Creta. As uvas brancas cultivadas são Plyto, Dafne (essas duas a Lyrarakis ajudou a salvar da extinção), Vilana, White Muscat e Sauvignon Blanc e as uvas tintas são Kotsifali, Mandilaria, Black Muscat, Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot. Além dessas, outras variedades menos conhecidas de uvas nativas são cultivadas em pequena quantidade e de forma experimental, visando testar seu potencial para produção de vinhos.

Os vinhedos que circulam a vinícola.

Os vinhedos que circulam a vinícola.

Não era necessário agendar a visita, tendo em vista que durante o verão a vinícola fica aberta de segunda a sexta das 11:00 às 19:30 horas e sábado das 13:00 às 19:30. A estrutura para enoturismo é boa e eles estão bem preparados para receber visitantes. A degustação dos oito vinhos abaixo nos custou 5 euros e não nos foi permitido dividir a taça, tivemos que pagar por duas degustações. Abaixo escrevo um pouco sobre os vinhos que provamos:

Lyrarakis Plyto 2012: vinho branco elaborado com a variedade Plyto, natural de Creta e uma das duas que o produtor (Lyrarakis) está trabalhando para salvar de uma possível extinção. Era um vinho com aromas florais e frutados, sendo leve e refrescante na boca com bastante acidez e mineralidade. Um branco interessante, para traçar uma comparação (não consigo evitar) diria ser parecido com um Roditis só que com mais intensidade.

Lyrarakis Dafne 2012: branco produzido com a variedade Dafne, a outra casta nativa de Creta que o produtor tem trabalhado para salvar da extinção. Essa daqui gerou um dos vinhos brancos mais loucos que eu já bebi! É bem interessante e diferente de qualquer outra coisa. Os aromas eram bastante vegetais lembrando alecrim (nunca havia sentido cheiro de alecrim em um vinho) e louro, mas também tinha presença de frutas e um leve floral. Na boca tinha bom volume, com acidez “apenas” adequada (apenas porque isso é bem diferente dos brancos gregos no geral) em um conjunto de interessante equilíbrio.

Lyrarakis Grande Colline 2012: elaborado a partir do corte entre as variedades brancas internacionais e locais, sendo elas Sauvignon Blanc (10%), Moscato (30%) e Vilana (60%). Gerou um vinho bastante aromático com muita fruta (mamão e maracujá), flores e um leve vegetal. Na boca era bem equilibrado, leve e fácil de beber, com bastante frescor.

Lyrarakis Idyll 2012: vinho rosé produzido com as uvas Syrah (70%) e Kotsifali (30%). Aromas principalmente frutados, sendo delicado e equilibrado na boca, com leveza, boa acidez e final com um toque apimentado.

Local onde provamos os vinhos.

Local onde provamos os vinhos.

Lyrarakis Last Supper 2010: corte de Kotsifali (70%), Mandilaria (20%) e Syrah (10%), que gerou um vinho tinto interessante, sem passagem por madeira, onde os aromas remetiam principalmente a frutas, com toques de pimenta e herbáceos. Na boca era pura maciez e equilíbrio, com médio corpo e taninos finos.

Lyrarakis Syrah-Kotsifali 2010: como o próprio nome sugere, um corte entre Syrah (70%) e Kotsifali (30%) com aromas de certa complexidade onde se notavam frutas, especiarias, vegetais e um leve tostado. Na boca tinha boa presença, era encorpado e os fortes taninos já estavam macios, nesse vinho equilibrado e de boa persistência.

Lyrarakis Mandilari 2010: varietal da uva Mandilaria, que era bastante interessante, com aromas complexos de frutas frescas e secas, pimenta do reino e algo de terra. Na boca era encorpado, tânico e com acidez bem gostosa. Difícil de descrever como, mas era um vinho bem diferente e interessante. Acredito que ainda precise de mais um tempinho de garrafa para mostrar todo seu potencial.

Lyrarakis Malvasia of Crete (sem safra): vinho de sobremesa produzido a partir de uvas das variedades nativas de creta Dafne, Plyto, Vidiano e Vilana, secas ao sol. Era bem aromático com certa complexidade e cheiros que remetiam a frutas em compota, damasco (seco e fresco) e mel.  Na boca era denso, com acidez e doçura em harmonia e persistência longa. Mais um bom vinho de sobremesa produzido na Grécia.

Os vinhos provados.

Os vinhos provados.

A Lyrarakis surpreende pelo custo benefício, vinhos muito bons como o Syrah-Kotsifali e o Mandilaria custavam ao redor de 10 e 15 euros respectivamente, isso sem falar no interessante Dafne que saia pela bagatela de 7 euros e nos demais vinhos, todos bons, custando menos de 10 euros (tirando o Malvasia que era mais de 20). A vinícola produz uma longa lista de vinhos e foi uma pena não poder ter provado mais. Vale demais a visita!

Com suas charmosas castas autóctones, os brancos de Creta são bastante interessantes e diferenciados e os potentes tintos não ficam de maneira nenhuma para trás. Pena termos ficado tão pouco tempo em Creta, eu gostaria de ter explorado mais a ilha e conhecido melhor seus vinhos. Sua paisagem agrícola é encantadora, assim como suas encostas mais úmidas e verdes que grande parte das existentes no continente e principalmente nas outras ilhas do Mar Egeu. Minha sugestão para antes e depois da Lyrarakis; aproveite a paisagem, se perca um pouco pelas estradas de menor circulação e ou vá até a praia.

Uma beira de estrada em algum lugar de Creta.

Uma beira de estrada em algum lugar de Creta (na praia).

Uma beira de estrada em algum lugar de Creta (no interior).

Uma beira de estrada em algum lugar de Creta (no interior).

Resumo da visita:

Vinícola: Lyrarakis

Localização: Heraclião, Creta, Grécia

Data da visita: 24/08/2013

Com quem: Patrícia

Preço da degustação: 5 € por pessoa (pagamos 10 €)

Obs: os vinhos sem importador no Brasil.

Creta: Boutari

BOUTARI

Em Creta, com o planejamento de viagem um tanto atrasado, o GPS do celular sem funcionar e considerando o que vimos da Boutari em Santorini, resolvemos ir na vinícola deles em Creta.

A nova vinícola da Boutari em Creta foi inaugurada em 2004, mas a companhia já pertencia vinhedos na região de Heraclião desde 1990, a qual é famosa desde a antiguidade por sua aptidão para o cultivo de uvas para produção de vinhos. Não foi necessário marcamos a visita já que pelo menos durante o verão, a vinícola fica aberta para visitação de segunda a sexta feira das 9:00 às 17:00.

A vinícola.

A vinícola.

A degustação era gratuita e incluía apenas vinhos da Boutari produzidos em Creta. Provamos quatro vinhos, eram eles:

Boutari Fantaxometocho 2011: vinho branco elaborado em Creta a partir de corte entre as uvas Chardonnay (60%), Malvasia Aromatica (25%) e Vilana (15%). O resultado ficou bem harmônico tendo em vista que o vinho era bem aromático, com flores e frutas e um toque vegetal e na boca era bem estruturado, com boa presença e acidez. Bem equilibrado e com boa persistência.

Boutari Skalani 2009: um corte entre Syrah (50%) e a variedade Kotsifali (50%), típica de Creta. Boa intensidade e complexidade aromática com notas de frutas, especiarias e um toque vegetal. Na boca era macio, encorpado, boa acidez, com taninos firmes e agradáveis. Persistência longa, deixando um ótimo gosto na boca. Já está bem redondinho e prazeroso para ser bebido agora, mas com certeza tem a ganhar envelhecendo na garrafa. Um belo vinho!

A vista dos vinhedos.

A vista dos vinhedos.

Boutari Moscato Spinas 2008: vinho de sobremesa elaborado a partir de uvas Moscato plantadas na localidade de Spinas em Creta. No nariz era impressionante sua intensidade, com fortes aromas de maracujá, damasco, jasmim e mel. Na boca mantinha a intensidade sendo bastante denso e tendo a acidez em harmonia com a doçura. Persistência bastante longa. Mais um belo vinho!

Boutari Iouliatiko 2005: mais um vinho de sobremesa, só que dessa vez tinto, elaborado com uvas secas ao sol da variedade nativa de Creta Liatiko. Tanto no nariz, quanto na boca me pareceu oxidado demais, também achei muita madeira no paladar, além da sensação de que falta algo no vinho. A garrafa é bonita, mas o conteúdo não me agradou.

Enfim, para quem visitou a Boutari em Santorini, não vale a pena ir na de Creta. A estrutura é bonita, assim como a paisagem, mas a vinícola de Santorini estava mais bem preparada para receber turistas e o vinho mais interessante da degustação de Creta (Skalani) pode ser provado em Santorini. Para quem não visitou a Boutari em Santorini a visita é válida e recomendo fazê-la após visitar o diferente e parcialmente restaurado sítio arqueológico de Knossos.

Parte restaurada da entrada norte do Palácio de Knossos.

Parte restaurada da entrada norte do Palácio de Knossos.

Resumo da visita:

Vinícola: Boutari

Localização: Heraclião, Creta, Grécia (existem mais 5 vinícolas da Boutari na Grécia)

Data da visita: 24/08/2013

Com quem: Patrícia

Preço da degustação: gratuita

Obs: os vinhos da Boutari são importados para o Brasil pela Vinci.

Santorini: Boutari

BOUTARI

Fomos em duas vinícolas da Boutari na Grécia, na de Santorini e na de Creta. Sendo assim, decidi fazer os posts das duas vinícolas em sequência, primeiro vai o relato sobre a de Santorini e daqui a um ou dois dias posto o de Creta.

A Boutari foi fundada em 1879 em Naoussa e hoje possui seis vinícolas espalhadas por toda a Grécia (Naoussa, Santorini, Peloponeso, Creta, Goumunissa e Ática), sendo uma das maiores produtoras de vinhos do país e exportando para 45 países diferentes, inclusive o Brasil, onde seus vinho são importados pela Vinci.

A vinícola de Santorini foi fundada em 1989 e tem boa estrutura voltada para o enoturismo. Não era necessário marcar previamente a visita, tendo em vista que ela permanece aberta durante o verão de segunda a sexta das 10 às 18 horas e sábado de 11 às 18 horas.

A vinícola.

A vinícola.

Quando chegamos lá nos foi oferecido duas opções de degustação, vinhos de diferentes regiões da Grécia, ou vinhos de Santorini, ambas contendo oito vinhos e custando oito euros. Escolhemos provar os vinhos produzidos pela Boutari por toda a Grécia e nos foi permitido pagar uma vez a degustação e dividir a taça de vinho servida. Além dos oito vinhos incluídos na degustação, provamos mais dois, um que nos foi oferecido e outro que eu pedi na cara de pau, dessa forma bebemos dez vinhos que relato a seguir:

Boutari Santorini 2012: vinho elaborado com a Assyrtiko e nem preciso dizer onde! Era bem típico da casta e de Santoni, com aromas cítricos e paladar bem ácido e mineral, só que sem ser muito seco, resultando em um vinho macio e fácil de beber.

Boutari Moschofilero 2012: branco varietal elaborado com a Moschofilero de vinhedos em Mantinia, Peloponeso. Era bastante aromático, frutado e floral, na boca era leve e refrescante, bem equilibrado. Fácil de beber e de gostar, ótimo para um dia ensolarado.

Boutari Malagouzia Matsa 2012: mais um branco varietal, esse com a interessante uva Malagousia de vinhedos plantados em Matsa, Ática. Um vinho bastante aromático (mais que o anterior), com notas de frutas, floral e um toque de mel. Na boca era intenso, estruturado, isso sem perder o frescor. Tinha bom equilíbrio e gostosa mineralidade.

Boutari Selladia 2008: um corte de Assyrtiko (60%) com Aidani (40%) produzido em Santorini. Interessante provar um vinho de Santorini já com alguma idade, pois fiquei com a impressão de que eles, em geral, graças a estrutura (acidez e corpo principalmente) que possuem podem envelhecer muito bem. No nariz havia uma certa complexidade já com frutas secas e amêndoas. Na boca era bastante macio, mas não tinha aquele admirável frescor dos vinhos de Santorini. Não me agradou muito.

O salão de degustação.

Boutari Mandilaria 2012: tinto produzido com a uva Mandilaria cultivada em Santorini, é o único tinto seco que a Boutari produz na ilha. Um vinho jovem com cor cereja bem clara, aromas discretos de ameixa e pimenta. Na boca me pareceu pouco intenso (foi atropelado pelos brancos que o precederam), sem graça e curto.

Boutari Agiorgitiko 2011: tinto produzido com a Agiorgitiko proveniente de Nemea, Peloponeso. Vinho bem típico da uva e da região, com madeira muito bem integrada, resultando em aromas elegantes de frutas e especiarias. Na boca era delicado e estruturado como um bom Nemea. Um bom custo benefício, até aqui no Brasil pelo preço da Vinci.

Boutari Naoussa 2008: vinho tinto elaborado com a casta Xinomavro na região de Naoussa, Macedônia. A coloração cereja desse vinho engana quem nunca ouviu falar dessa uva, no nariz boa complexidade com frutas, pó de café, baunilha e tostado. Na boa é que ele se mostra por completo, um vinho encorpado que apesar de sua relativa idade mantém forte acidez e taninos firmes. Um vinho diferente e interessante, lembra um pouco um Barolo no estilo. A Vinci vende a safra 2009 desse vinho aqui no Brasil a R$ 72,38 o que considero um bom custo benefício.

Boutari Skalani 2010: deixarei para comentar esse vinho no post da vinícola da Boutari em Creta.

Vista da vinícola.

Vista do terraço da vinícola.

Boutari Vinsanto 2008: a versão da Boutari para o tradicional vinho de Santorini, que é um corte com 90% de Assyrtiko e 10% de outras uvas locais (principalmente Aidani). Cor caramelo, boa complexidade aromática, bom equilíbrio da doçura, deixando um leve gosto apimentado no fundo da boca e um certo frescor. Custava menos de 20 euros e foi um dos melhores Vinsanto que bebemos.

Boutari Abeliastos 2003: vinho tinto doce elaborado em Santorini a partir de uvas da variedade Mandilaria secas ao sol. No nariz complexidade com notas de frutas secas, cedro, pimenta e melado. Na boca era denso, possuía leves taninos muito finos e agradáveis, acidez compatível com a doçura, bom equilíbrio geral e persistência bem longa. Muito bom!

Pensando naquelas pessoas que vão passar pouco tempo na Grécia ou não tem o enoturismo como um dos focos de sua viagem, se fosse para escolher apenas uma vinícola para visitar, em minha opinião e considerando tudo que vimos, eu iria na Boutari em Santorini. Em cinco motivos: 1) porque acredito que praticamente todo mundo que viaja para Grécia vai para Santorini; 2) na Boutari de Santorini é possível encontrar boa estrutura de enoturismo; 3) os vinhos produzidos pela Boutari em suas diferentes vinícolas pelo país, em geral, são bem típicos de suas castas e regiões e a qualidade geral deles é boa; 4) não é necessário marcar a visita e; 5) podem ser degustados vinhos de diferentes regiões da Grécia, o que oferece um panorama geral do que é produzido no país.

Como sempre venho sugerindo um programa para realizar em conjunto ao enoturismo, já que a Boutari fica no caminho entre Akrotiri e a maior parte da ilha, sugiro visitá-la antes ou depois de ir até o farol que fica localizado no extremo sul do ilha (Farol de Akrotiri) de onde a vista é incrível de todos os ângulos e belas fotos podem ser tiradas. Em Akrotiri também podem ser visitados um sítio arqueológico e a bela praia vermelha.

Um dos ângulos da ponta sul da ilha.

Praia vermelha.

Praia vermelha.

Resumo da visita:

Vinícola: Boutari

Localização: Santorini, Grécia (existem mais 5 vinícolas da Boutari na Grécia)

Data da visita: 21/08/2013

Com quem: Patrícia

Preço da degustação: degustação de 8 vinhos por 8 €

Obs: os vinhos da Boutari são importados para o Brasil pela Vinci.